Domingo, 10 de maio de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
14°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Improbidade: o Ministério Público acusou o vice de Lula, Fernando Haddad, de suposto caixa dois

Compartilhe esta notícia:

Promotoria afirma que petista soube de repasses para pagar dívidas de campanha já no mandato como prefeito de SP. (Foto: Wilson Dias/Agência Brasil)

O promotor de Justiça do Ministério Público de São Paulo Wilson Ricardo Coelho Tafner propôs na segunda-feira (27) uma ação civil contra o ex-prefeito de São Paulo e candidato a vice-presidente na chapa do PT, Fernando Haddad, sob acusação de improbidade administrativa.

A ação tem como base a investigação que motivou o Ministério Público Eleitoral a denunciar o petista por suposto uso de caixa dois para pagamentos de dívidas da campanha eleitoral de 2012 pela empreiteira UTC. As informações foram compartilhadas pela Justiça, que aceitou a denúncia no início de junho.

De acordo com apuração feita pela Polícia Federal durante a Operação Cifra Oculta, nos primeiros meses de 2013 — quando Haddad já havia assumido o mandato —, o então tesoureiro do PT João Vaccari Neto pediu ao executivo da UTC, Ricardo Ribeiro Pessoa, dinheiro para pagar dívidas de campanha do petista.

O ex-deputado estadual petista e empresário de gráficas Francisco Carlos de Souza, conhecido como “Chicão”, seria o destinatário R$ 2,6 milhões em propina da Petrobras.

Tafner afirma que Haddad já no exercício do mandato “tinha pleno domínio daquela solicitação espúria e dos interesses da UTC/Constran nas grandes obras públicas da Prefeitura de São Paulo”.

O promotor pede a condenação de todos os investigados, com ressarcimento dos cofres públicos e suspensão dos direitos políticos de três a cinco anos e proibição de fazer contratos com o poder público por três anos.

A assessoria de Haddad diz que tem demonstrado com documentos que todo o material gráfico produzido em sua campanha foi declarado e que não havia razão para receber qualquer recurso não declarado da UTC.

Sobre a suspeita de favorecimento da empreiteira, a assessoria diz que a UTC teve interesses confrontados logo nos primeiros dias da gestão Haddad “principalmente com a suspensão da construção do túnel da avenida Roberto Marinho, cuja obra mostrava indícios claros de sobrepreço”.

Além de Haddad, o ex-secretário de saúde da cidade de São Paulo, José de Filippi Júnior, também é alvo da ação, acusado de receber “mensalinho” para servir como interlocutor da empreiteira com o prefeito.

Segundo a Promotoria, Filippi recebeu R$ 750 mil em pagamentos efetuados no período de 2010 a 2014.

Em nota, Filippi afirmou que “em nenhum momento fui ouvido pelo Ministério Público, o que prejudica o processo jurídico e tolhe o direito de defesa”. “Sigo com a consciência tranquila, pois acusações levianas de um criminoso confesso não conseguirão abalar a verdade e os fatos”, disse.

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

O Tribunal Superior Eleitoral bloqueou um site falso que arrecadava doações em nome do presidenciável Jair Bolsonaro
Confira os preços cobrados pelas empresas aéreas para despachar bagagem
Pode te interessar