Sexta-feira, 02 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 5 de junho de 2019
Mais três cavalos foram recolhidos em Porto Alegre, na manhã dessa quarta-feira, pela EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação). Segundo a equipe de VTA (Veículos de Tração Animal), os animais estavam soltos na praça Heitor Vieira, bairro Belém Novo (Zona Sul.
Desde o início do ano, foram registrados 22 casos semelhantes envolvendo equinos. Ao menos 39 estão abrigados (13 deles para adoção) na área de acolhimento específico da prefeitura, localizada na Estrada Chapéu do Sol (Beco do Matadouro) nº 2.400 (Zona Sul). Interessados em assumir os animais devem entrar em contato por meio do telefone (51) 3266-8258.
O serviço de remoção e guarda de animais conta com caminhão equipado com guincho munck, capacidade para recolhimento de cinco cavalos, 12 baias em alvenaria para equinos debilitados, serviço veterinário e funcionários para tratamento, limpeza, manutenção do campo e atendimento ao público. No abrigo, há uma área de pastagem de 20 hectares, além de cocho de alimentação e bebedouro para os equinos.
Depois de apresentarem recuperação, os cavalos recolhidos por maus-tratos ou abandono ficam soltos no campo, interagindo com outros animais para resgatar o contato com a natureza. Se não forem resgatados pelos seus donos, entram no programa de adoção.
Adolescentes flagrados
Também nessa quarta-feira, agentes da Guarda Municipal de Canoas e da Polícia Civil apreenderam em flagrante dois adolescentes que haviam jogado um cão do segundo andar do prédio de uma escola.
De acordo com o delegado Pablo Rocha, coordenador da ação – no âmbito da operação “Arca” de proteção aos animais, os estudantes derrubaram o animal com chutes. O agressão foi confirmada pelos envolvidos em depoimento especial.
O cachorro foi socorrido e se encontra em observação. Na avaliação veterinária, não foi constatado risco de morte. “Trata-se de animal dócil, tratado como um bicho de estimação pela comunidade escolar”, comentou Rocha.
Não à toa, o incidente provocou comoção e revolta entre os alunos da instituição de ensino, tendo sido necessária a intervenção da Polícia Civil para evitar o linchamento dos adolescentes, de 13 e 16 anos. Eles foram entregues aos pais e devem responder por crueldade contra animais.
O diretor regional de Polícia, delegado Mario Souza, frisou que a operação “Arca” é permanente e que a Polícia Civil gaúcha conta com uma força-tarefa dedicada a esse tipo de crimes, estando à disposição para denúncias.
(Marcello Campos)
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