Quarta-feira, 21 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 20 de outubro de 2026
O risco-país da Argentina ultrapassou os 700 pontos básicos nessa terça-feira (20) e chegou a 710 pontos durante a manhã, no maior patamar desde outubro de 2025. O indicador é calculado pelo banco de investimentos JPMorgan e subia em meio à queda dos títulos da dívida argentina negociados no exterior.
O índice avançou 35 pontos em relação à referência anterior durante a manhã e acumulava oito sessões consecutivas de alta. Em um mês, a elevação chegou a 185 pontos, ou 35%.
O que é risco-país? O indicador mede a diferença entre os juros dos títulos da dívida de um país e os dos títulos do Tesouro dos Estados Unidos, considerados uma referência de baixo risco. Essa diferença representa o retorno extra que investidores exigem para assumir o risco de emprestar dinheiro ao país. Cada 100 pontos básicos equivalem a 1 ponto percentual.
Causas
A alta do risco-país ocorreu em meio à queda dos preços dos títulos da dívida argentina negociados no mercado financeiro internacional.
Na manhã dessa terça (20), os papéis do governo argentino emitidos em dólares registravam queda média de 1,5%. Em um mês, a desvalorização acumulada chegava a 6%.
O preço de um título pode cair quando investidores ficam menos dispostos a comprá-lo pelo valor anterior e passam a exigir um desconto para investir. Isso pode ocorrer, por exemplo, quando aumentam os juros de referência no exterior ou cresce a preocupação com os riscos de um país.
Quando o preço de um título cai, seu rendimento para quem o compra naquele momento tende a aumentar. Se os rendimentos dos títulos argentinos sobem em relação aos dos títulos americanos de prazo semelhante, a diferença entre eles aumenta e pode elevar o risco-país.
EUA
A remuneração dos títulos do Tesouro americano é uma referência para investidores internacionais. Quando os rendimentos desses papéis aumentam, ativos de países considerados mais arriscados podem perder atratividade, sobretudo se os investidores passam a exigir um retorno maior para compensar os riscos.
Nesse cenário, países emergentes podem enfrentar pressão sobre os preços de seus títulos e aumento do prêmio de risco. O efeito varia conforme as condições de cada economia e a percepção dos investidores sobre sua capacidade de honrar compromissos financeiros. (Com informações do portal g1)
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