Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 25 de abril de 2017
Nessa terça-feira, integrantes da PM (Polícia Militar) do Distrito Federal entraram em confronto com índios que protestavam em frente ao Congresso Nacional. Os manifestantes, que exigem a demarcação das terras, invadiram o espelho d’água em frente à sede do Legislativo e foram recebidos com bombas de efeito moral, balas de borracha e spray de pimenta. Em resposta à ação da PM, os índios atiraram flechas. Uma mulher se feriu e quatro homens foram detidos, todos eles ligados a tribos.
Apesar do confronto, os índios continuaram reunidos no gramado da Esplanada dos Ministérios e áreas próximas. Eles deixaram cerca de 200 caixões pretos no local para simbolizar o suposto genocídio do qual são alvo pelo setor ruralista, que conta com uma das mais fortes bancadas do Congresso Nacional.
O protesto começou em frente ao Teatro Nacional, de onde saiu em marcha rumo à sede do Legislativo federal. A maioria dos participantes usava roupas típicas e portava objetos tradicionais de tribos brasileiras, além de faixas com palavras-de-ordem.
As principais reivindicações da mobilização são a retomada das demarcações de terras indígenas, o fortalecimento de órgãos de política indigenista como a Funai (Fundação Nacional do Índio) e o combate ao avanço da mineração em áreas indígenas, principalmente na Região Norte do País.
De acordo com a Apib (Articulação dos Povos Indígenas do Brasil), 4 mil pessoas estavam na marcha. Já a Polícia Militar calculou metade desse contingente.
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