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Geral Infeliz aniversário: veja quais políticos foram investigados na Operação Lava-Jato

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O então presidente da Câmara Eduardo Cunha foi alvo de diversas delações e foi afastado do cargo em maio de 2016. (Foto: EBC)

A Operação Lava-Jato, que completa dez anos neste mês, teve como alvo políticos, doleiros e executivos das maiores empreiteiras do País. Em seus sete anos de funcionamento efetivo, entre 2014 e 2021, foram milhares de buscas e apreensões e centenas de conduções coercitivas, prisões preventivas e temporárias. Muitos investigados já conseguiram decisões favoráveis no Supremo Tribunal Federal (STF). Veja abaixo alguns dos políticos que foram alvos da operação.

– Luiz Inácio Lula da Silva: O presidente da República foi denunciado pela primeira vez na Lava-Jato em abril de 2016, pelo então Procurador-geral da República, Rodrigo Janot, por suposta obstrução à Justiça, produto da delação do ex-senador Delcídio do Amaral. Nesse processo, Lula foi absolvido. Em julho de 2017, o petista foi condenado a 9 anos e 6 meses, por corrupção passiva e lavagem de dinheiro pelo então juiz Sergio Moro no caso do triplex do Guarujá. A pena subiu para 11 anos e 4 meses pelo TRF-4, em 2018. Em 7 de abril desse ano Lula foi preso, após ter habeas corpus ser negado por 6 votos a 5 pelo STF. Cumpriu pena por 580 dias na PF em Curitiba. Em 2019 foi solto por mudança de entendimento do STF sobre trânsito em julgado.

– José Dirceu: Ex-ministro, José Dirceu estava em prisão domiciliar em razão de sua condenação pelo Mensalão em 2012 quando foi preso em setembro de 2015 por ordem do então juiz Sergio Moro, acusado de receber propinas em contratos da Engevix com a Petrobras. Desde novembro de 2019, está em liberdade. Condenado em 1ª e 2ª instância, conseguiu absolvição do crime de lavagem de dinheiro no STJ. Ainda apela nessa corte contra condenação por corrupção passiva, em processo sob análise da ministra Daniela Teixeira.

– Antonio Palocci: Ex-ministro da Fazenda e da Casa Civil, Antonio Palocci tornou-se delator em 2018. Afirmou ter recebido propinas de diversas empresas, em benefício de Lula e do PT, sendo o principal coordenador do caixa 2 do partido na eleição de 2010. A delação, que não teve a participação do MPF, foi tornada pública pelo juiz Moro em 1º de outubro, seis dias antes do 1º turno da eleição vencida por Bolsonaro. Anos depois, a PF relatou não ter encontrado provas que corroborassem as acusações feitas por Palocci. Em 2021, o STJ anulou a ação em que ele foi condenado e remeteu para a Justiça Eleitoral.

– Delcídio do Amaral: Então líder do governo Dilma Rousseff no Senado, Delcídio do Amaral foi preso em novembro de 2015, por ordem do STF. Ele foi gravado tentando interferir na negociação de delação de Nestor Cerveró, ex-diretor da Petrobras. Tornou-se delator em março de 2016, ocasião em que acusou Lula e Dilma de tentarem obstruir a Lava-Jato por meio de indicação para o STJ. Nada de sua delação foi comprovado e ele foi absolvido pela Justiça Federal em julho de 2018. Atualmente é o presidente do PRD no Mato Grosso do Sul.

– Guido Mantega: Ex-ministro da Fazenda nos governos Lula e Dilma, Guido Mantega foi acusado por delatores da Odebrecht de cobrar propinas para abastecer o caixa 2 de campanha eleitoral do PT em 2014. Chegou a ser preso preventivamente por ordem de Sergio Moro dentro de um hospital, onde acompanhava o tratamento de sua então esposa, paciente terminal de câncer. Em setembro de 2019, o ministro do STF Gilmar Mendes transferiu o caso para a Vara Federal de Brasília, que rejeitou a denúncia contra o ex-ministro em 2020.

– Eduardo Cunha: O então presidente da Câmara foi alvo de diversas delações como beneficiário de propinas em contratos da diretoria internacional da Petrobras. Foi afastado do cargo em maio de 2016, logo após ter comandado o impeachment da ex-presidente Dilma. Em outubro, foi preso por ordem de Sergio Moro. Recebeu duas condenações por corrupção, anuladas pelo STF por incompetência de foro em 2021 e 2023. Em 26 de janeiro deste ano pediu a suspensão da tramitação das ações, até a análise do conteúdo das conversas entre integrantes do MPF apuradas na Operação Spoofing. Tentou sem sucesso voltar à Câmara nas eleições de 2022, pelo PTB-SP.

– Renan Calheiros: O então presidente do Senado foi alvo de diversas delações como beneficiário das propinas da área internacional da Petrobras. Denunciado pela PGR, seu afastamento do cargo foi rejeitado pelo plenário do STF em dezembro de 2016. Tornado réu pela segunda turma do STF em 2019, deixou de responder à ação penal em abril de 2023, quando o colegiado mudou o entendimento sobre o caso. Permanece senador pelo MDB de Alagoas. As informações são do jornal Valor Econômico.

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