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Economia Inflação desacelera e é a menor em julho no Brasil em quatro anos, diz o IBGE

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No ano, o IPCA acumula alta de 3,44% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,44%. (Foto: Licia Rubinstein/Agência IBGE Notícias)

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo) subiu 0,07% em julho, após alta de 0,16% no mês anterior, informou o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) nessa terça-feira (11). No ano, o IPCA acumula alta de 3,44% e, nos últimos 12 meses, o índice ficou em 4,44%, abaixo dos 4,64% dos 12 meses imediatamente anteriores. Esse é o resultado mais fraco para meses de julho desde 2022.

De acordo com o instituto, a maior variação (0,99%) e impacto (0,15 pontos percentuais) vieram do grupo Habitação. Já Alimentação e bebidas caiu 0,67%. Os demais grupos variaram entre -0,66% em Vestuário e 0,40% em Saúde e cuidados pessoais.

Segundo o gerente do IPCA no IBGE, Fernando Gonçalves, apesar da queda nos alimentos, fatores como o Super El Niño – fenômeno esperado para o segundo semestre deste ano – tendem a gerar incerteza sobre a consistência da deflação.

“A colheita pode ser afetada. No momento, os alimentos têm ajudado a conter a inflação, mas se o El Niño vier forte como se especula, os alimentos podem reverter esse quadro e pressionar a inflação”, citou.

Já na ponta das altas, o resultado no segmento de Habitação foi puxado pelo avanço de 3,09% da energia elétrica residencial, após alta de 1,53% em junho, diante de reajustes tarifários.

A bandeira tarifária da energia elétrica no Brasil permaneceu amarela em julho e será repetida em agosto, o que representa um custo adicional de R$1,885 a cada 100 kWh consumidos, e seguirá neste nível em agosto.

Mas em agosto as faturas de energia elétrica deverão contar com um alívio no valor de R$767,2 milhões relacionado ao “bônus de Itaipu” – valor distribuído a milhões de consumidores residenciais e rurais todo ano após apuração do saldo registrado na conta de comercialização da energia da usina hidrelétrica binacional no ano anterior.

De acordo com Pablo Spyer, conselheiro da Ancord (associação de corretoras e distribuidoras de valores), a inflação cheia está melhorando, mas alguns setores ainda persistem – o que pode afetar o “passe livre” para cortes mais acelerados de juros.

“O próprio mercado já espera uma reaceleração da inflação nos próximos meses. Então, julho traz alívio, mas ainda não traz a vitória.”

Na quarta-feira passada (6), o Banco Central cortou a taxa Selic em 0,25 ponto percentual, a 14% ao ano. Essa foi a quarta queda seguida na taxa básica de juros.

No entanto, a ata do Copom (Comitê de Política Monetária) demonstrou que efeitos externos – como o preço do petróleo e eventos climáticos – podem demandar postura mais firme de política monetária. As informações são da CNN e da agência de notícias Reuters.

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