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Economia Inflação do aluguel desacelera em outubro, mas alimentos sobem

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Preços do arroz, óleo de soja e tomate estão entre itens que mais contribuíram para a alta dos preços ao consumidor

Foto: EBC
Prévia do PIB cai 0,15% em agosto após dois meses de alta. (Foto: EBC)

A inflação calculada pelo IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado) perdeu força em outubro, após a disparada do mês anterior. O indicador, que é usado para corrigir a maioria dos contratos de aluguel residencial, ficou em 3,23% este mês, depois de atingir 4,34% em setembro.

Mesmo com a desaceleração, é a maior taxa para um mês de outubro desde 2002, quando ficou em 3,87%. Os dados foram divulgados nesta quinta-feira (29) pela FGV (Fundação Getulio Vargas). Em 12 meses, o IGP-M passou a acumular alta de 20,93%, e no ano, de 18,10%.

A desaceleração do indicador foi puxada pela trégua nos preços do minério de ferro, que caíram 0,71%, depois de subirem 10,81% em setembro. Com isso, o IPA (Índice de Preços no Atacado), um dos três componentes do IGP-M, desacelerou de 5,92% para 4,15%.

Mas os preços para o consumidor, medidos pelo IPC (Índice de Preços ao Consumidor) e da construção – os outros dois índices que compõem o IGP-M – tiveram nova aceleração este mês. O IPC passou de 0,64% para 0,77% (a maior variação desde dezembro de 2019, quando ficou em 0,84%), enquanto o INCC acelerou de 1,15% para 1,69%.

Alimentos pesaram nos preços ao consumidor

Os dados da FGV apontam que os preços dos alimentos para o consumidor continuaram acelerando este mês. A taxa, que havia ficado em 1,30% no mês anterior, atingiu 1,90%. Três dos quatro itens com maior influência de alta sobre o IPC este mês foram alimentos: arroz (14,84%), óleo de soja (22,87%) e tomate (11,30%).

A maior influência, no entanto, veio das passagens aéreas, que ficaram 34,21% mais caras este mês. Já os automóveis novos completam a lista das cinco maiores influências, com alta de 0,70%.

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