Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 20 de março de 2023
Lula ainda não deu a "palavra final" sobre o projeto de novo arcabouço de regras fiscais, segundo o vice-presidente (foto)
Foto: José Cruz/Agência BrasilGeraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, afirmou na manhã desta segunda-feira (20), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não deu a “palavra final” sobre o projeto de novo arcabouço de regras fiscais desenhado pelo Ministério da Fazenda, mas classificou como “harmônica” a discussão sobre o tema dentro do governo. Alckmin cobrou uma redução na taxa básica de juros. “Não tem inflação de demanda. Pelo contrário, precisamos estimular a economia”.
Pouco antes, durante a abertura de um seminário sobre temas de desenvolvimento econômico, na sede do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), no Rio, Alckmin havia elogiado a proposta desenhada pela equipe do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo o vice-presidente e ministro, a proposta é “inteligente e bem feita”.
Questionado, após participar da abertura do evento, se achava que demais setores do governo, como a Casa Civil, concordam com sua avaliação, Alckmin disse que a discussão tem sido “harmônica” no Executivo.
“O presidente Lula ainda não deu a palavra final, mas [a proposta] foi bem concebida. O governo inteiro tem discutido de maneira muito harmônica, dentro do princípio de ter uma ancoragem fiscal que controle o crescimento da dívida e, de outro lado, debite investimentos necessários ao crescimento”, disse Alckmin, evitando comentar detalhes da proposta da Fazenda, como se os investimentos públicos ficarão de fora de regras de controle de gasto.
Na rápida entrevista antes de entrar no carro e deixar a sede do BNDES, o vice-presidente cobrou uma redução na taxa básica de juros (Selic, hoje em 13,75% ao ano), independentemente da apresentação do novo arcabouço fiscal.
O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central se reúne esta semana, para definir a taxa Selic para os próximos cerca de 40 dias na próxima quarta-feira (22). Alckmin cobrou “bom senso”, sem se referir diretamente ao BC, e disse que há espaço para cortar os juros.
“Acreditamos no bom senso. Não tem inflação de demanda. Pelo contrário, precisamos estimular a economia. O mundo inteiro passa por um momento mais difícil. Hoje, grande parte dos países do mundo têm juros negativos. Como disse bem o ministro Fernando Haddad [Fazenda], tem uma gordura muito grande, [juro de] 8% acima da inflação acaba dificultando o consumo, atrasa investimentos e onera o fiscal. Não há nada pior para o fiscal do que isso, porque metade de dívida é [indexada à] Selic. Acreditamos no bom senso, de que vamos ter aí uma redução na taxa de juros”, afirmou Alckmin.
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“Depois de quebrar o Brasil, Lula agora quer voltar à cena do crime.”
Geraldo
Ops, agora ele tá junto…
agora sim tocamos no ponto essencial, a nossa inflação n é monetária apenas. A direita n muda a forma de pensar nossa inflação. Nossa inflação é estrutural, nao adianta apenas ter ajuste monetário e não entender o q esta por trás. Não temos logística, estrada, infraestrura ou depósito para ajuste de preços com capacidade de estocagem. Não se debate isso, é só aquela porcaria de economia a la delfim neto afundando esse pais faz anos. É uma economia do imediato invariavelmente. Chega disso, esses juros sufocam o pequeno e médio empresário, nao tem mais como dar certo isso
Tem que avisar essa anta Alquimin que a taxa SELIC paga a rolagem da divida pública, se o governo não devesse tanto a SELIC seria muito menor
esquerda a favor dos banqueiros? olha, acho melhor a senhora reler as notícias,afinal Paulo Guedes ja n esta mais neste governo
A esquerdalha sempre a favor dos banqueiros! Se diminuem os juros o povo incauto “se atraca” a contrair empréstimos. Qualquer dono de boteco sabe que o ganho vem da quantidade! Juros mais baixos, aumenta a quantidade de pessoas contraindo empréstimos bancários.