Quarta-feira, 30 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Política “Inflação não é de demanda, tem gordura nos juros”, diz o vice-presidente Geraldo Alckmin

Compartilhe esta notícia:

Lula ainda não deu a "palavra final" sobre o projeto de novo arcabouço de regras fiscais, segundo o vice-presidente (foto)

Foto: José Cruz/Agência Brasil
(Foto: José Cruz/Agência Brasil)

Geraldo Alckmin, vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, afirmou na manhã desta segunda-feira (20), que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) ainda não deu a “palavra final” sobre o projeto de novo arcabouço de regras fiscais desenhado pelo Ministério da Fazenda, mas classificou como “harmônica” a discussão sobre o tema dentro do governo. Alckmin cobrou uma redução na taxa básica de juros. “Não tem inflação de demanda. Pelo contrário, precisamos estimular a economia”.

Pouco antes, durante a abertura de um seminário sobre temas de desenvolvimento econômico, na sede do BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social), no Rio, Alckmin havia elogiado a proposta desenhada pela equipe do ministro da Fazenda, Fernando Haddad. Segundo o vice-presidente e ministro, a proposta é “inteligente e bem feita”.

Questionado, após participar da abertura do evento, se achava que demais setores do governo, como a Casa Civil, concordam com sua avaliação, Alckmin disse que a discussão tem sido “harmônica” no Executivo.

“O presidente Lula ainda não deu a palavra final, mas [a proposta] foi bem concebida. O governo inteiro tem discutido de maneira muito harmônica, dentro do princípio de ter uma ancoragem fiscal que controle o crescimento da dívida e, de outro lado, debite investimentos necessários ao crescimento”, disse Alckmin, evitando comentar detalhes da proposta da Fazenda, como se os investimentos públicos ficarão de fora de regras de controle de gasto.

Na rápida entrevista antes de entrar no carro e deixar a sede do BNDES, o vice-presidente cobrou uma redução na taxa básica de juros (Selic, hoje em 13,75% ao ano), independentemente da apresentação do novo arcabouço fiscal.

O Copom (Comitê de Política Monetária) do Banco Central se reúne esta semana, para definir a taxa Selic para os próximos cerca de 40 dias na próxima quarta-feira (22). Alckmin cobrou “bom senso”, sem se referir diretamente ao BC, e disse que há espaço para cortar os juros.

“Acreditamos no bom senso. Não tem inflação de demanda. Pelo contrário, precisamos estimular a economia. O mundo inteiro passa por um momento mais difícil. Hoje, grande parte dos países do mundo têm juros negativos. Como disse bem o ministro Fernando Haddad [Fazenda], tem uma gordura muito grande, [juro de] 8% acima da inflação acaba dificultando o consumo, atrasa investimentos e onera o fiscal. Não há nada pior para o fiscal do que isso, porque metade de dívida é [indexada à] Selic. Acreditamos no bom senso, de que vamos ter aí uma redução na taxa de juros”, afirmou Alckmin.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Política

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

5 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Fernando Krause
20 de março de 2023 15:48

“Depois de quebrar o Brasil, Lula agora quer voltar à cena do crime.”
Geraldo
Ops, agora ele tá junto…

Ck Ps
20 de março de 2023 16:26

agora sim tocamos no ponto essencial, a nossa inflação n é monetária apenas. A direita n muda a forma de pensar nossa inflação. Nossa inflação é estrutural, nao adianta apenas ter ajuste monetário e não entender o q esta por trás. Não temos logística, estrada, infraestrura ou depósito para ajuste de preços com capacidade de estocagem. Não se debate isso, é só aquela porcaria de economia a la delfim neto afundando esse pais faz anos. É uma economia do imediato invariavelmente. Chega disso, esses juros sufocam o pequeno e médio empresário, nao tem mais como dar certo isso

Carlos Alberto Pugliese
20 de março de 2023 16:44

Tem que avisar essa anta Alquimin que a taxa SELIC paga a rolagem da divida pública, se o governo não devesse tanto a SELIC seria muito menor

Ck Ps
20 de março de 2023 19:41

esquerda a favor dos banqueiros? olha, acho melhor a senhora reler as notícias,afinal Paulo Guedes ja n esta mais neste governo

Denise Goulart de Munhós
20 de março de 2023 18:54

A esquerdalha sempre a favor dos banqueiros! Se diminuem os juros o povo incauto “se atraca” a contrair empréstimos. Qualquer dono de boteco sabe que o ganho vem da quantidade! Juros mais baixos, aumenta a quantidade de pessoas contraindo empréstimos bancários.

Músico gaúcho Queiroz apresenta projetos para comemorar os seus 10 anos de carreira
Empresa Gaúcha de Rodovias alerta motoristas para intervenções em nove estradas nesta semana
Pode te interessar
5
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x