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Brasil A inflação para o consumidor aumentou 3,23% em 2017 no Brasil

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Os dados foram divulgados pela Fundação Getulio Vargas. (Foto: Freepik)

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) apresentou variação de 0,21% na última semana de dezembro, 0,06 ponto percentual abaixo da taxa registrada na semana anterior. Com esse resultado, o indicador acumulou alta de 3,23% entre janeiro e dezembro de 2017. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (02) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Nesta apuração, cinco das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Habitação (-0,08% para -0,33%). Nessa classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item tarifa de eletricidade residencial, cuja taxa passou de -1,78% para -2,93%.

Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos Educação, Leitura e Recreação (0,75% para 0,37%), Vestuário (0,53% para 0,11%), Saúde e Cuidados Pessoais (0,49% para 0,45%) e Transportes (0,80% para 0,78%). Nessas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens passagem aérea (10,72% para 1,02%), roupas (0,67% para 0,17%), artigos de higiene e cuidado pessoal (0,35% para 0,10%) e gasolina (2,52% para 2,07%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos Alimentação (0,03% para 0,27%), Despesas Diversas (0,18% para 0,21%) e Comunicação (-0,08% para -0,07%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nessas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens hortaliças e legumes (-2,82% para -0,29%), alimentos para animais domésticos (1,18% para 1,89%) e tarifa de telefone residencial (-1,85% para -1,01%).

Confiança empresarial

O ICE (Índice de Confiança Empresarial), também divulgado pela Fundação Getulio Vargas, avançou 1,2 ponto em dezembro e atingiu 93,1 pontos, o maior nível desde abril de 2014 (95,7 pontos), depois de seis meses consecutivos de alta.

A alta do ICE em dezembro decorreu da melhora tanto da percepção sobre o momento presente do empresariado quanto das perspectivas de curto prazo. O IE-E (Índice de Expectativas) subiu 1,4 ponto, alcançando 101,3 pontos. Essa é a primeira vez que o índice ultrapassou a barreira dos 100 pontos desde novembro de 2013 (101,4 pontos). O ISA-E (Índice da Situação Atual) subiu 0,9 ponto, para 87,6 pontos, maior nível desde setembro de 2014 (88,1 pontos).

A confiança avançou nos quatro setores que integram o ICE. A maior contribuição para a alta do índice em dezembro foi dada pelo setor de Serviços (0,5 ponto), seguido pelos setores da Indústria e do Comércio (0,3 ponto, cada) e da Construção (0,1 ponto). Em dezembro, o indicador de emprego previsto (106,1 pontos) atingiu o maior patamar desde março de 2014 (108,3 pontos). A maior contribuição para a variação de 2,2 pontos desse indicador foi dada pelo Comércio (1,4 ponto), seguido por Indústria (0,6 ponto) e Serviços (0,2 ponto).

2017

O ano de 2017 foi marcado pela recuperação do indicador que mede o grau de satisfação com a situação presente das empresas. Enquanto em 2016 a alta do ICE havia sido motivada principalmente pela melhora das expectativas de curto prazo, em 2017 o indicador da situação atual contribuiu de forma consistente para o avanço do índice.

Em dezembro, a confiança aumentou em 67% dos 49 segmentos pesquisados pela FGV para compor o ICE. Considerando-se médias móveis trimestrais, a proporção de segmentos em alta na margem é de 60% do total.

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