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Brasil Inflação para o consumidor recua na segunda semana de março

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O IPC-S foi divulgado pela Fundação Getulio Vargas. (Foto: Divulgação)

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) apresentou variação de 0,12% na segunda semana de março no País. O resultado ficou 0,01 ponto percentual abaixo da taxa registrada na semana anterior. Os dados foram divulgados nesta sexta-feira (16) pela FGV (Fundação Getulio Vargas).

Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram decréscimo em suas taxas de variação. A maior contribuição partiu do grupo Transportes (0,90% para 0,48%). Nessa classe de despesa, cabe mencionar o comportamento do item tarifa de táxi, cuja taxa passou de 3,61% para -1,15%.

Também registraram decréscimo em suas taxas de variação os grupos: Habitação (0,15% para 0,13%), Educação, Leitura e Recreação (-0,23% para -0,31%) e Comunicação (-0,04% para -0,12%). Nessas classes de despesa, vale destacar o comportamento dos itens empregada doméstica diarista (0,47% para 0,38%), excursão e tour (-0,76% para -1,37%) e tarifa de telefone móvel (-0,11% para -0,42%), respectivamente.

Em contrapartida, os grupos Alimentação (-0,28% para -0,12%), Vestuário (-0,49% para 0,26%), Despesas Diversas (0,18% para 0,22%) e Saúde e Cuidados Pessoais (0,37% para 0,38%) apresentaram acréscimo em suas taxas de variação. Nessas classes de despesa, as maiores contribuições partiram dos itens: frutas (0,32% para 2,70%), roupas (-0,40% para 0,36%), alimentos para animais domésticos (0,92% para 1,38%) e serviços de cuidados pessoais (0,31% para 0,36%).

Indicador

O IACE (Indicador Antecedente Composto da Economia) para o Brasil, divulgado pela FGV e pelo The Conference Board, subiu 0,8% em fevereiro, alcançando 117 pontos. Das oito séries componentes, seis contribuíram para a alta do indicador, com destaque para o Índice de Expectativas da Indústria, com variação de 3,5%.

O ICCE (Indicador Coincidente Composto da Economia) do País, que mensura as condições econômicas atuais, também cresceu, ao variar 0,5%, no mesmo período. “O resultado do ICCE mostra que a recuperação do nível de atividade na economia brasileira está consolidada, ainda que em ritmo modesto”, afirmou Paulo Picchetti, economista da FGV.

“Apesar da falta de definição com relação ao ajuste fiscal, o IACE mostra que as expectativas não vêm sendo afetadas negativamente, fazendo com que a reversão do quadro de expansão seja pouco provável nos próximos meses”, disse Picchetti.

O Indicador Antecedente Composto da Economia agrega oito componentes econômicos que medem a atividade econômica no Brasil. Cada um deles vem se mostrando individualmente eficiente em antecipar tendências econômicas. A agregação dos indicadores individuais em um índice composto filtra os chamados “ruídos”, colaborando para que a tendência econômica efetiva seja revelada.

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