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Brasil Inquérito de vazamento da Polícia Federal é reaberto

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A ADPF destacou que a Lei contra o abuso de autoridade não pode ser usada "como instrumento de intimidação ou de vingança". (Foto: PF/Divulgação)

O Controle Externo da Atividade Policial do MPF (Ministério Público Federal) instaurou um PIC (Procedimento Investigatório Criminal) para apurar os supostos vazamentos da PF (Polícia Federal) na Operação Furna da Onça. O MPF também requereu à Justiça Federal o desarquivamento de inquérito que apurou suspeitas de que informações privilegiadas foram vazadas. A investigação fora arquivada após a PF afirmar que não encontrara evidências de crimes.

Suplente do senador Flávio Bolsonaro (Republicanos-RJ), o empresário Paulo Marinho afirmou em entrevista ao jornal Folha de S.Paulo que ouviu do filho mais velho do presidente Jair Bolsonaro que ele teria recebido informações sigilosas da Polícia Federal sobre investigações envolvendo seu ex-assessor Fabrício Queiroz.

Marinho afirmou que, segundo relato do próprio Flávio feito em dezembro de 2018, um delegado da PF avisou das investigações pouco após o primeiro turno das eleições gerais daquele ano e informou que membros da Superintendência da PF no Rio adiariam a Operação Furna da Onça para não prejudicar a disputa de Jair Bolsonaro contra Fernando Haddad (PT), no segundo turno de 2018.

Para o procurador da República, Eduardo Benones, “há notícias de novas provas que demandam atividade investigatória”. Marinho, que participou da campanha de Bolsonaro em 2018, será chamado a depor no PIC e, a pedido da Procuradoria, ganhará segurança policial antes e depois do depoimento. Marinho passou a contar com proteção da Polícia Militar em torno de sua casa desde segunda (18), após relatar ameaças e pedir ajuda ao governo fluminense.

“Caso fique comprovado qualquer vazamento, mesmo uma simples informação, os policiais responsáveis podem ser presos e até perder o cargo por improbidade”, declarou Benones, segundo nota do MPF.

Na segunda, Marinho disse que tem “elementos que comprovam” seu relato. “Tenho provas, tenho elementos que comprovam o relato que fiz. Já adianto que tudo que eu falei vou repetir durante depoimento à PF, rigorosamente igual”, disse o empresário ao site G1.

O desembargador Abel Gomes, relator da Operação Furna da Onça no TRF-2, divulgou nota oficial afirmando que a ação que mirou esquema de desvios na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro “não foi adiada, mas, sim, deflagrada no momento que se concluiu mais oportuno, conforme entendimento conjunto entre o Ministério Público Federal, a Polícia Federal e o Judiciário”. Segundo o magistrado, as autoridades entenderam que realizar a operação após o segundo turno das eleições 2018 “seria o correto”.

 

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