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Tecnologia Inteligência artificial depende de conexão emocional, e não só de tecnologia, diz especialista

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Máquinas que imitam expressões e trejeitos humanos devem se tornar algo cada vez mais comum. (Foto: Reprodução)

Desde Os Jetsons, o convívio com robôs capazes de facilitar o cotidiano é um sonho. E talvez esta seja justamente a hora em que o desejo se tornará realidade. É o que diz Afshin Mehin, fundador da Card79, estúdio de design especializado em produtos que mesclam os mundos físico e digital. Segundo ele, chegou o momento de “os robôs saírem da jaula”.

O especialista fez a análise em apresentação no SXSW – South by Southwest, festival de inovação ocorrido em Austin, nos Estados Unidos, neste mês. Na visão dele, dois pontos-chave estimulam esse movimento. O primeiro é o avanço da inteligência artificial generativa, que tornou a linguagem das máquinas mais natural.

O segundo aspecto são as mudanças no design, com a preocupação de tornar a interação entre pessoas e máquinas mais semelhante à que acontece entre seres humanos. “O maior desafio da tecnologia não é fazer com que ela funcione, mas fazer com que as pessoas se apaixonem por ela”, disse.

Por isso, máquinas que imitam expressões e trejeitos humanos devem se tornar algo cada vez mais comum, avalia Mehin. “Os 12 princípios da animação criados pela Disney passaram a guiar também o desenho de máquinas”, conta. Isso prevê o uso de recursos para melhorar a comunicação, incluindo sons, o tempo de cada movimento e a linguagem corporal.

Em Austin, os exemplos são claros. Um robô de entrega do Uber Eats, por exemplo, é equipado com uma tela com dois olhos – detalhe que confere carisma à máquina que circula pelas ruas.

Outra demonstração são os robôs-táxi da Waymo. Embora o serviço use um carro que realmente existe, um Jaguar I-Pace repleto de sensores, as telas trazem boas-vindas e uma música sutil ecoa pela cabine ao fim da viagem para, gentilmente, avisar ao passageiro que é hora de desembarcar.

Para Mehin, o momento é único porque, por anos, robôs e humanos eram separados por motivo de segurança. Ele lembra que, em 1979, ocorreu a primeira fatalidade causada por um robô: Robert Williams, operário da Ford, foi esmagado acidentalmente. “Desde então, prendemos robôs em jaulas. Em fábricas, eles trabalham isolados por grades. Agora, caminhamos para que isso mude.”

O São Paulo Innovation Week (SPIW), festival de inovação, tecnologia e empreendedorismo, vai reunir mais de 1.000 palestrantes entre os dias 13 e 15 de maio na Mercado Livre Arena Pacaembu e na Fundação Armando Alvares Penteado (Faap). Assinantes do Estadão podem comprar ingressos com 35% de desconto. O SPIW é uma realização do Estadão, em parceria com a Base Eventos. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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