Sábado, 24 de outubro de 2026

Porto Alegre

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Inteligência artificial e trabalho remoto reduzem o emprego em 81 profissões no País

Compartilhe esta notícia:

O avanço de tecnologia, impulsionado pelo uso da inteligência artificial, e o trabalho remoto têm transformado a empregabilidade dos brasileiros. (Foto: Reprodução)

O avanço de tecnologia, impulsionado pelo uso da inteligência artificial, e o trabalho remoto têm transformado a empregabilidade dos brasileiros e já afetam parcela significativa de profissões do mercado formal do País. De 500 profissões que respondem por mais de 90% do emprego do setor privado com carteira assinada no Brasil, 81 delas registraram retração no estoque de empregados nos últimos seis anos.

Simultaneamente, nesse período, essas ocupações também tiveram queda no salário real de admissão (descontada a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor), de 43,2%. É um claro sinal da fraca procura por esses profissionais por parte dos empregadores.

Essa é a principal revelação de um estudo feito pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a pedido do Estadão, para descobrir quais ocupações estão em baixa.

“Cerca de 16% das principais profissões brasileiras já foram afetadas por uma combinação de novas demandas do fator trabalho com tecnologia”, afirma o economista-chefe da CNC, Fabio Bentes, responsável pelo estudo.

A maior parte das ocupações apontadas pelo estudo que sofreram um enxugamento no estoque de trabalhadores está ligada ao setor de serviços e foi afetada pela digitalização. Por causa da adoção de ferramentas tecnológicas no dia a dia, a necessidade de profissionais diminuiu.

Bentes observa que o enxugamento mais visível ocorreu em profissões ligadas a cargos de média administração, como supervisores e gerentes. Juntas, essas ocupações responderam pela maior parte da perda absoluta de postos de trabalho.

Quem lidera o ranking das profissões com a maior queda no estoque de empregados em números absolutos é a de supervisor administrativo. A ocupação acumulou retração de 142,8 mil vagas, entre fevereiro de 2020, antes da pandemia, e junho de 2026.

Na sequência, estão gerente administrativo, com recuo no estoque de 93,9 mil postos de trabalho, seguido por gerente de loja e supermercado (- 85,1 mil), supervisor de vendas comercial (- 68,8 mil) e gerente de vendas (- 46,8 mil).

Em termos relativos, supervisor de cobrança encabeça a lista, com retração de 41,7% no estoque de ocupados em seis anos, seguido por supervisor de telemarketing e atendimento (- 41,1%).

A base de dados usada no estudo foi o estoque de empregados da Relação Anual de Informações Sociais (RAIS) do Ministério do Trabalho, atualizado mês a mês pelo saldo de empregos do Cadastro Geral de Empregados (Caged). Foram considerados apenas trabalhadores do setor privado. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

 

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

0 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Prévia da inflação oficial do Brasil recua para 0,32% em outubro
Ministério da Justiça desenvolve método para identificar imóveis de luxo ligados ao PCC e ao Comando Vermelho
Pode te interessar
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x