Terça-feira, 18 de agosto de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
18°
Mist

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Polícia Invasão do Congresso, do Palácio do Planalto e do Supremo: veja a comparação com a invasão do Capitólio nos Estados Unidos

Compartilhe esta notícia:

Bolsonaristas radicais não aceitam os resultados das urnas no Brasil e pedem um golpe de estado. (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

A invasão por bolsonaristas terroristas do Palácio do Planalto, do Congresso Nacional e do Supremo Tribunal Federal (STF) neste domingo (8) guarda paralelos com a invasão do Capitólio dos Estados Unidos, ocorrida dois anos atrás, mas com algumas diferenças.

Contestação do resultado eleitoral: Assim como nos EUA os apoiadores do então presidente republicano Donald Trump, não aceitavam a sua derrota nas urnas para o democrata Joe Biden, os bolsonaristas não aceitam o resultado das eleições de outubro, em que Jair Bolsonaro perdeu para Luiz Inácio Lula da Silva. Tanto os terroristas americanos quanto os brasileiros são de direita e defendem pautas conservadoras.

Objetivo dos atos: Nos EUA, os manifestantes invadiram o Congresso durante a contagem oficial dos votos do Colégio Eleitoral para impedir a confirmação da vitória de Joe Biden. Aqui no Brasil, os bolsonaristas radicais pedem que as Forças Armadas deem um golpe e tomem o poder. Segundo mensagens que circulam nas redes sociais, haveria ainda a intenção de ocupar e acampar nos prédios públicos.

Alvo das invasões: Nos Estados Unidos, o alvo dos terroristas foi o Capitólio, que é o centro legislativo americano. No Brasil, os bolsonaristas radicais invadiram os prédios dos três poderes: além do Congresso Nacional, avançaram sobre o Palácio do Planalto (sede do Executivo e onde o presidente da República despacha) e o STF (sede do Judiciário).

Dia dos ataques: Ao contrário do Capitólio nos EUA que estava repleto de parlamentares e servidores, além do então vice-presidente, Mike Pence, em meio à realização de uma sessão oficial, os edifícios do Planalto, do Congresso e do STF estavam vazios. Além de ser domingo, o Legislativo e o Judiciário brasileiros estão em recesso no mês de janeiro. Já o presidente Lula estava em viagem a Araraquara, no interior de São Paulo, para avaliar de perto os danos causados pela chuva.

Violência e vandalismo: Nos dois casos, os radicais agiram com violência e houve quebra-quebra. Enquanto nos EUA os radicais invadiram e depredaram gabinetes, no Brasil, os vândalos chegaram até o plenário do Senado e o do STF, onde promoveram depredação, além de terem ido bem perto do gabinete presidencial.

Reação da polícia: Outra diferença entre os dois episódios foi a agilidade das forças de segurança em conter o avanço dos manifestantes. Enquanto nos EUA a reação das autoridades foi imediata, no caso brasileiro, vídeos que circulam nas redes sociais mostram policiais ao redor da Praça dos Três Poderes apenas olhando a ação dos bolsonaristas.

Incentivo: Os dois levantes foram estimulados direta ou indiretamente pelos presidentes que perderam as eleições. Trump segue solto e continua sem aceitar o resultado das eleições. Bolsonaro, que ao longo de todo o seu mandato levantou suspeitas infundadas sobre a lisura do processo eleitoral, viajou para os Estados Unidos na véspera do fim do seu mandato e, desde a derrota nas urnas, se recolheu e se manifestou em algumas situações apenas.

Manifestação: Durante a invasão ao Capitólio, Trump se manifestou, ainda que um tempo depois, pedindo que os invasores deixassem o Congresso e fossem embora para casa. Bolsonaro, por sua vez, não havia se pronunciado até a última atualização desta reportagem.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Polícia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Polícia recupera caminhonete furtada após ver motorista fumando cigarro de maconha, em Venâncio Aires
Presidente do PL, partido de Bolsonaro, diz que a invasão às sedes dos poderes é uma vergonha e que não representa o partido
Pode te interessar