Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 11 de junho de 2016
A Procuradoria-Geral da República pediu ao STF (Supremo Tribunal Federal) para investigar o senador Romário (PSB-RJ) pela suspeita de receber caixa dois de campanha na eleição de 2014. De acordo com a investigação, a suspeita é que a empreiteira Odebrecht deu 100 mil reais ao senador.
Registrada no STF como a petição 6.052, a investigação sigilosa ainda é inicial e caberá aos procuradores levantar provas se de fato houve pagamentos ao senador. Ele nega. O indício surgiu a partir de mensagens trocadas entre Marcelo Odebrecht e seu subordinado Benedicto Barbosa da Silva Júnior, logo após a eleição de 2014. Benedicto é um dos principais executivos da Odebrecht e ganhou notoriedade por manter um controle de valores ligados a mais de 200 políticos. Assim como Marcelo Odebrecht, ele chegou a ser preso pela Operação Lava-Jato. As conversas foram apreendidas pela Polícia Federal na fase da Lava-Jato que prendeu Odebrecht.
Na petição, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirma que a conversa entre os dois empresários é um indício da “prática habitual e sistemática de pagamento de propina”. Apesar de o diálogo citar 100 mil reais para Romário, oficialmente não houve doações para o candidato, o que levantou à suspeita de caixa dois. (AG)
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