Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 11 de junho de 2016
Além dos indicadores fracos de produção, vendas e investimentos na construção civil, retratados em pesquisas do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e do sindicato das empresas de compra, venda e locação de imóveis residenciais e comerciais de São Paulo relativas ao primeiro trimestre, persiste a queda rápida dos saldos das cadernetas de poupança. E estas são – ao lado do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço – as principais fontes de recursos do crédito imobiliário.
Deduzidas as aplicações, em maio saíram 4,1 bilhões de reais das cadernetas do SBPE (Sistema Brasileiro de Poupança e Empréstimo), que destina a maioria dos recursos para financiar a habitação. O valor é recorde em 21 anos, desde que o Banco Central passou a contabilizá-lo. Os saques líquidos atingiram 31,9 bilhões de reais neste ano, superando os 29 bilhões de reais registrados em igual período de 2015. O saldo final das cadernetas do SBPE, que exclui a poupança verde do Banco do Brasil, diminuiu de 509,2 bilhões de reais em dezembro para 492,9 bilhões de reais em maio. Com a perda de competitividade das cadernetas em relação a outras modalidades, o comportamento dos depósitos de poupança dificultará a retomada do mercado de imóveis, quando as condições forem mais propícias. (AE)
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