Terça-feira, 11 de Maio de 2021

Porto Alegre
Porto Alegre
24°
Mostly Cloudy / Wind

Brasil Investimentos estrangeiros no Brasil são os maiores nos últimos 21 meses

Compartilhe esta notícia:

O valor inclui ações e fundos de investimentos, que atraíram US$ 2,799 bilhões no mês passado. (Foto: Marcos Santos/USP Imagens)

Os investidores estrangeiros trouxeram US$ 5,471 bilhões para aplicações financeiras no Brasil em outubro, informou nesta quarta-feira (25) o Banco Central.

O valor inclui ações e fundos de investimentos, que atraíram US$ 2,799 bilhões no mês passado, e títulos de renda fixa (entrada de US$ 2,671 bilhões no período).

Segundo o chefe do Departamento de Estatísticas do BC, Fernando Rocha, esse foi o maior ingresso mensal desde janeiro de 2019 – quando houve a entrada de US$ 6,7 bilhões.

“Foi o quinto ingresso líquido consecutivo [em outubro]. O investidor estrangeiro está retornando ao país depois de saídas de fevereiro a maio”, disse ele, acrescentando, porém, que o movimento parcial deste ano ainda é negativo em US$ 21,6 bilhões.

Rocha informou, porém, que a parcial de novembro, até o dia 20 deste mês, aponta para a entrada de outros US$ 6,1 bilhões para aplicações em ações e títulos de renda fixa por investidores estrangeiros.

“Os números [de aplicações financeiras] são voláteis, podem ter saída amanhã. Mas se somássemos parcial de novembro com acumulado de junho a outubro, teríamos ingressos de US$ 18,4 bilhões”, declarou.

Na avaliação do chefe de Departamento do BC, os números dos últimos meses indicam que está havendo uma “recomposição parcial” da exposição de investidores estrangeiros ao risco do Brasil.

“Se os estrangeiros estão voltando? Eu diria que sim, e estão gradualmente recompondo suas posições, mas é preciso fazer a ressalva que investimentos em ‘portfólio’ [aplicações financeiras] são muito voláteis, reagem muito rapidamente a mudanças na economia doméstica e internacional”, concluiu Fernando Rocha.

Ele lembrou que as aplicações financeiras foram as primeiras a reagir ao agravamento de incertezas trazida pela pandemia do novo coronavírus, tendo registrado saída de US$ 35 bilhões do país entre fevereiro e maio. A maior retirada foi em março, quando US$ 22 bilhões deixaram o Brasil.

A entrada de investimento estrangeiro no Brasil levou um tombo no primeiro semestre deste ano – e a indústria está entre os setores mais prejudicados.

Segundo relatório divulgado no final de outubro pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento (Unctad), o fluxo de investimento estrangeiro caiu 48% de janeiro a junho, frente ao mesmo período do ano passado, para US$ 18 bilhões. E esse dinheiro tem se concentrado em atividades do setor primário, como petróleo e gás, em detrimento da manufatura, de acordo com a Sobeet (Sociedade Brasileira de Empresas Transnacionais e da Globalização Econômica).

Dados do Banco Central apontam que a tendência de queda no investimento na indústria não é tão recente. De 2011 a 2019, os investimentos externos diretos no setor de agricultura, pecuária e mineração cresceram 27,4%. Mas, no mesmo período, os aportes para a indústria caíram 63%, enquanto para o segmento de serviços caíram 19,6%.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

A Agência Nacional de Aviação Civil aprovou o retorno de voos com o Boeing 737 MAX no Brasil
A Pfizer enviou à Anvisa dados e testes da sua vacina contra o coronavírus
Deixe seu comentário
Pode te interessar