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Economia IOF nos empréstimos: aumento vai pesar no bolso do consumidor. Confira as simulações

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A elevação do IOF vale até o dia 31 de dezembro. (Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil)

Diante de um cenário de 62,2 milhões de famílias inadimplentes, segundo a Serasa, 14,4 milhões de desempregados e perspectiva de inflação a 7,90% para este ano, o aumento do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras), anunciado pelo governo federal, vai encarecer ainda mais o crédito para pessoas físicas. A taxa vai passar de 3% para 4,08% ao ano até dezembro.

Para o economista Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor-executivo da Anefac (Associação Nacional de Executivos de Finanças), o aumento do IOF foi uma “péssima” decisão, porque agrava o cenário econômico já adverso e não resolve o problema do governo.

“É uma medida péssima porque encarece o crédito num momento em que o endividamento está muito elevado e os juros já subiram nos últimos sete meses. E vão subir de novo na próxima reunião do Copom e a projeções de crescimento do país só caem, já se fala em zero para o ano que vem”, diz o economista.

Oliveira ressalta ainda que esse aumento só agrava esse quadro, porque crédito mais caro significa custo para as empresas, que vão “repassar aos preços e aumentar ainda mais a inflação”.

Para se ter uma ideia, em um empréstimo pessoal no valor de R$ 5.000 em 12 meses com uma taxa de juros de 4,5% ao mês, o consumidor desembolsaria R$ 168,65 de IOF, mas agora terá que pagar R$ 223,04. Ou seja, R$ 54,39 a mais.

O aumento do IOF, que vai garantir uma arrecadação adicional de R$ 2,14 bilhões aos cofres do governo para bancar o novo Bolsa Família, também terá impacto negativo no crédito das empresas. A alíquota diária do IOF subirá de 0,0041% (o equivalente a uma taxa anual de 1,5%) para 0,00559% (2,04% no ano).

A Febraban (Federação Brasileira dos Bancos) também criticou a medida: “Aumento de impostos sobre o crédito, mesmo que temporário, agrava o custo dos empréstimos, particularmente em um momento em que o Banco Central precisará subir ainda mais a taxa básica de juros para conter a alta da inflação. O resultado é o desestímulo aos investimentos e mais custos para empresas e famílias que precisam de crédito. Esse aumento do IOF é um fator que dificulta o processo de recuperação da economia. Para enfrentar as dificuldades fiscais, evitar impactos negativos no custo do crédito e propiciar a retomada consistente da economia, só há um caminho: perseverarmos na aprovação da agenda de reformas estruturais em tramitação no Congresso”, informou a federação.

Confira abaixo as simulações para pessoa física:

Financiamento

– Valor: R$ 30.000 de automóvel com taxa de juros de 1,45% ao mês. Com IOF de 3% ao ano, pagaria 12 parcelas de R$ 2.824,10 (Total: R$ 33.889,20). Com IOF de 4,08% ao ano, pagaria 12 parcelas de R$ 2.853,71 (Total: R$ 34.244,52).

Compra de geladeira

– Valor: R$ 2.500, em 12 meses com taxa de juros de 4,5% ao mês. Com IOF de 3% ao ano, pagaria 12 parcelas de R$ 283,41 (Total: R$ 3.400,92). Com IOF de 4,08% ao ano, serão 12 parcelas mensais de R$ 286,40 (Total: R$ 3.436,80).

Veja simulação para pessoa jurídica:

Capital de giro

– Valor: R$ 50.000, taxa de juros de 1,50% ao mês, em 12 parcelas mensais. Com IOF de 1,5% ao ano, pagaria 12 parcelas mensais de R$ 4.652,76 (Total: R$ 55.833,12). Com IOF de 2,04% ao ano, pagaria 12 parcelas mensais de R$ 4.677,51 (Total: R$ 56.130,12). As informações são do jornal O Globo e da Febraban.

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