Domingo, 06 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 14 de novembro de 2015
Em 1988, o então líder iraquiano Saddam Hussein lançou um ataque químico contra o próprio país na cidade curda de Halabja, onde aviões despejaram uma mistura de gás mostarda e gás sarin contra uma comunidade rebelde. Milhares de pessoas morreram e, no caos após o ataque, muitas famílias se separaram.
Maryam Barootchian era um bebê na época. Acabou sendo criada no vizinho Irã, mas voltou recentemente ao Iraque para tentar reencontrar familiares sobreviventes. Após 27 anos, ela conseguiu encontrar seus parentes em um programa de televisão, diante de uma audiência de milhões de pessoas.
Maryam havia sido retirada da cidade por soldados iranianos e levada até Teerã de helicóptero. A bebê acabou sendo separada da mãe, que teve problemas de visão devido ao ataque químico. Mas ela só descobriu tudo isso muitos anos depois.
Adoção
No Irã, Maryam foi adotada por uma família que havia perdido a filha de 14 anos para a leucemia e criada na cidade de Sari, perto do mar Cáspio. “Um dia ligaram do [Departamento de] Bem-Estar Social e disseram que crianças estavam chegando da zona de guerra. ‘Venha pegar uma’”, contou a mãe adotiva, quem escolheu o nome Maryam, o mesmo da filha que havia morrido.
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