Segunda-feira, 03 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 3 de agosto de 2026
A atriz contou que aos 39 anos "tira de letra" muitas dessas pressões em relação a sua aparência, vida pessoal e até profissional
Foto: Reprodução/InstagramIsis Valverde nas mais de duas décadas de carreira aprendeu a lidar com as cobranças externas e impor seus limites. Em conversa com a Quem, a atriz contou que aos 39 anos “tira de letra” muitas dessas pressões em relação a sua aparência, vida pessoal e até profissional. Ela ressaltou que atualmente as mulheres em geral estão mais atentas ao que é um desejo próprio e ao que é externo.
“Tiro mais de letra hoje. São 21 anos de carreira. Imagina quantas cobranças eu não tive sendo exposta na mídia com a minha vida pessoal e carreira? Estou acostumada com as cobranças. O corpo feminino é mais cobrado. Naquela época do silicone era: ‘Por que você não coloca silicone? Porque a mulher tem peito e ela não tem peito…’ A gente não pode envelhecer, ter cabelo branco e não pode um monte de coisa…”, desabafou.
A artista contou que aprendeu a impor os seus limites: “Cabe a nós falarmos: ‘Ponto. Acabou. Eu vou ter os meus limites e as minhas decisões e parem de botar o dedo na minha vida'”.
Quanto às cobranças para voltar a fazer novelas, ela disse que não se considera afastada da TV, apesar de estar priorizando mais o cinema e séries. Ela não atua em novelas desde Amor de Mãe em 2019.
“Eu acho que estou na TV. Acabei de ir para o Globoplay agora, com O Quarto do Pânico. Aliás, quero agradecer a todo mundo que assistiu, porque a gente ficou mais de dez dias no top 1 e, depois, no top 2 dos filmes do Globoplay. Isso foi um marco. O filme foi superassistido. Obviamente, novela nunca saiu do meu radar. Eu comecei ali. Eu amo fazer novela. É porque realmente não casou a oportunidade com a agenda e com outros projetos que já estão engatilhados. Mas estarei sempre aberta”, declarou.
Recentemente, Isis lançou o filme Corrida dos Bichos. A história se passa em um Rio de Janeiro de um futuro próximo, após um evento ambiental catastrófico remodelar completamente a geografia da região e piorar ainda mais a desigualdade social. As ruínas transformam a cidade em palco de uma competição mortal.
“É um futuro distópico, mas traz muitas questões de presente. Começa com algo que a gente fala bastante, mas age pouco, que é proteger a natureza. Então o filme já começa com essa questão importante de cuidar do meio ambiente. Daí para frente é sobre dinâmica do poder e o espetáculo do horror. Questiona até onde vai o entretenimento”, explicou ela, que gosta de desafios e projetos que comuniquem alguma mensagem.
“Procuro projetos que me tragam desafios e que comuniquem algo. Como artista quero trazer reflexões… No início o pensamento era: ‘Será que vai fazer sucesso?’. Agora é se o projeto faz sentido para você como artista e o que você quer conscientizar o outro. É a partir disso que escolho meus projetos hoje em dia e tenho sido muito feliz.”
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