Domingo, 09 de agosto de 2026
Por Redação O Sul | 20 de dezembro de 2015
Diplomatas e políticos israelenses reagiram com irritação às indicações – publicadas pela Folha de S.Paulo e pelo site Times of Israel – de que o governo brasileiro não tem intenção de aceitar a nomeação do embaixador designado por Israel. O indicado, o argentino naturalizado israelense Dani Dayan, é ex-líder do Conselho Yesha, que representa 500 mil colonos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental.
Dayan foi indicado pelo premiê israelense, Binyamin Netanyahu, que acumula o Ministério do Exterior. Mas até agora não recebeu o “agrément” (aceitação oficial) do Itamaraty.
Há temor que o impasse abra precedente e que outros países se recusem a receber diplomatas israelenses que morem em colônias. Um dos principais envolvidos na nomeação disse que Israel não abrirá mão da indicação, mesmo que o posto fique vago por muito tempo. A nomeação foi em agosto e a chancelaria israelense esperaria até o fim deste mês para pedir esclarecimento formal de Brasília.
O embaixador anterior, o druso-israelense Reda Mansour, ficou no Brasil um ano e três meses, abrindo mão do cargo a pedido de sua mulher, que não se acostumou com Brasília. (AG)
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