Sexta-feira, 29 de maio de 2026

Porto Alegre
Porto Alegre, BR
20°
Mostly Cloudy

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Economia Itaú processa ex-diretor financeiro e exige devolução de R$ 3,3 milhões

Compartilhe esta notícia:

Banco acusa Alexsandro Broedel de organizar "fraude rasteira" para receber 40% de valor repassado a parecerista. (Foto: Divulgação)

O Itaú Unibanco ajuizou uma ação indenizatória contra seu ex-vice-presidente-financeiro (CFO), Alexsandro Broedel, onde pede o ressarcimento de R$ 3,350 milhões. No início de dezembro, o banco havia protocolado uma ação civil pública, quando o caso veio à tona.

O banco acusa o ex-CFO e Eliseu Martins, um dos maiores especialistas em contabilidade do País, após identificar uma sociedade e transferências de recursos entre os dois que teriam beneficiado o agora ex-executivo da instituição financeira.

Uma investigação interna conduzida pelo banco detectou que Broedel teria recebido cerca de R$ 4,86 milhões em pagamentos feitos por Martins e empresas relacionadas a ele – e que o banco concluiu que era uma forma de “rebate” pelos pareceres contábeis contratados pelo Itaú, sob a alçada do ex-CFO.

Na ação indenizatória, além de Broedel e Eliseu constam como inqueridos os filhos do contador, Eric Aversari Martins e Vinicius Aversari Martins, além das consultorias Care Consultores, Evam Consultores Associados e Broedel Consultores Associados.

Na petição, elaborada pelo escritório Bermudes Advogados, o Itaú afirma que apesar do renome de Broedel e Martins, os dois realizaram uma “fraude rasteira”. O documento diz que Martins repassava 40% do que recebia pelos pareceres a Broedel – que como CFO do banco, contratava tais serviços. Isso fez de Martins “o prestador de serviços do Itaú Unibanco que mais foi contratado para a emissão de pareceres na história do banco”.

A ação informa ainda que os atos de Broedel foram descobertos após revisões dos controles internos, feitas depois que o executivo deixou o banco, em meados do ano passado. Broedel saiu do Itaú após aceitar um cargo na diretoria do Grupo Santander, na Espanha, que ele ainda não assumiu devido ao período de transição. O Itaú interrompeu o “garden leave” (período de não-concorrência) do ex-diretor após as descobertas.

Além de trabalhar junto com Broedel, Martins fazia empréstimos recorrentes de recursos ao ex-diretor, de acordo com a defesa do Itaú, fator que reforçaria o suposto conflito de interesse e a violação de normas do banco.

Os advogados do Itaú afirmam que o banco apurou que o ex-executivo tinha situação financeira incompatível com o cargo que exercia. Essa informação toma como base levantamentos feitos junto a serviços de proteção de crédito, e também a bases judiciais públicas.

Outras ações

Eles elencam ações de dois bancos, Bradesco e Safra, que foram à Justiça para cobrar dívidas de Broedel. No primeiro caso, segundo eles, ele admitiu não ter condições de pagar o valor à vista. Em ambos, fechou acordos para quitar os débitos em parcelas. Além disso, a Prefeitura de São Paulo também entrou com processo contra a Broedel Consultores, de natureza fiscal.

Os processos dos dois bancos foram ajuizados em 2022. O processo da Prefeitura contra a Broedel Consultores foi ajuizado em 2023, com suspensão naquele mesmo ano após um pedido de parcelamento por parte da empresa, e retomada no ano passado diante do não-pagamento das parcelas.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Economia

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

WhatsApp diz que empresa de software espião israelense vigiou usuários do aplicativo em diversos países
Escola do Chimarrão, atividades esportivas e oficinas de surf no Estação Verão Sesc
Pode te interessar