Segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026
Por Redação O Sul | 4 de julho de 2019
Quantas vezes você não estendeu a mão para um táxi em Porto Alegre e somente com a aproximação do veículo descobriu que ele já estava ocupado? Pois esse problema, ainda muito comum na capital gaúcha, pode estar com os dias contados: após um ano de testes, entrou em operação nesta semana o sistema luminoso que avisa se o carro está disponível.
A novidade foi autorizada pela prefeitura, em caráter experimental, por meio de uma resolução publicada em fevereiro passado no Dopa (Diário Oficial de Porto Alegre). A partir de agora, uma série de análises técnicas ajudará a definir se o esse equipamento será ou não implantado de forma definitiva nas ruas e avenidas.
Segundo a EPTC (Empresa Pública de Transporte e Circulação), o dispositivo partiu de uma proposta sugerida pelos profissionais da categoria. Em vez do lay-out ainda adotado como padrão pela frota (e que tem apresentado poucas alterações nas últimas décadas), agora a iluminação é feita por lâmpadas de LED mais fortes e com melhor visibilidade, nas partes anterior e posterior, inclusive durante os turnos da manhã e da tarde.
A exposição da palavra “Táxi”, em verde, indica que o veículo está livre. Assim que seja feito o embarque de um ou mais passageiros, luzes verticais vermelhas também são acionadas, em ambos os lados do luminoso. Esse desenho acaba facilitando, também, a vida dos indivíduos daltônicos (que não diferenciam determinados conjuntos de cores), ao permitir que se baseiem apenas na disposição dos elementos visuais no tradicional retângulo sobre a carroceria do automóvel.
O taxista Reinaldo Mello da Silva, 69 anos, atua no ponto da Estação Rodoviária (Centro Histórico) e não esconde a expectativa em utilizar o novo luminoso, com o qual é mais do que um simpatizante. “Eu sempre batalhei para que houvesse uma sinalização capaz de dar esse tipo de informação aos usuários”, disse ao site oficial da prefeitura de Porto Alegre. “Uma iniciativa assim vai facilitar as coisas para o passageiro.
Com cinco décadas de profissão, Mello é um dos 6,9 mil motoristas com cadastro ativo (o chamado “carteirão”) em atividade na capital gaúcha, de acordo com um levantamento realizado no fim do ano. O local em que ele trabalha tem sido um dos mais movimentados da cidade nos últimos anos.
EPTC
De acordo com o gerente de Fiscalização da EPTC, Luciano Souto, a medida faz parte de um trabalho permanente da prefeitura, em sintonia com a categoria dos taxistas, pela qualificação do sistema de transporte individual por táxi – diretriz que inclui, por exemplo, a exigência do teste toxicológico dos condutores.
“Esse conjunto de avanços, como a obrigatoriedade do exame toxicológico, o novo padrão de vestimenta para homens e mulheres, o uso do cartão de crédito e o novo visual dos carros, valoriza a categoria e resulta em usuários mais satisfeitos, seguros e confiantes na prestação do serviço”, destaca.
(Marcello Campos)
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