Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 31 de julho de 2015
O mês de julho acaba nesta sexta-feira com uma bela “lua azul”, apelido para falar sobre a segunda lua cheia de um mesmo mês. As informações são do jornal The Washington Post.
A lua não ficará realmente azul. Ela recebeu esse nome por conta de uma teoria bastante tortuosa e desconcertante que, com base em vários tipos de regras que incluem interpretações sazonais, calendário eclesiástico e desinformação da mídia, foi sendo transmitida ao longo de muitas gerações.
Em 2006, Donald W. Olson, Richard Fienberg e Roger Sinnott escreveram um artigo para a revista Sky & Telescope chamado “O que é uma lua azul?”. O objetivo era explicar o fenômeno.
Os astrônomos e editores realizaram um diálogo virtual dentro de suas páginas durante anos discutindo interpretações a respeito do caso. Ele acabou por ser explicado pura e simplesmente como a sendo a segunda lua cheia de um mesmo mês.
O ciclo lunar completo tem 29,5 dias e, por conta disso, na sincronização entre o ciclo e o calendário, um mesmo mês pode acomodar duas luas cheias. É algo que acontece a cada 2,7 anos.
Sua última ocorrência foi em 2012. Ele só voltará a se repetir no dia 31 de janeiro do ano de 2018.
Erupção vulcânica
A Lua pode se tornar verdadeiramente azul, mas isso requer uma erupção vulcânica ou um grande incêndio. Em 1883, por exemplo, isso aconteceu por conta do vulcão Krakatoa ter entrado em erupção na Indonésia, com a força semelhante a uma bomba nuclear de 100 megatons. Plumas de cinza subiram para o topo da atmosfera da Terra, e a Lua ganhou um disco azulado por dias.
Algumas das plumas continham partículas de 1 mícron de espessura, aproximadamente o mesmo comprimento de onda da luz vermelha. As partículas desse tamanho dispersam a luz vermelha, permitindo a passagem da luz azul. As nuvens do vulcão Krakatoa, então, agiram como um filtro azul.
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