Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 24 de maio de 2021
O Japão inaugurou nesta segunda-feira (24) unidades de vacinação em massa em Tóquio e na província de Osaka. O objetivo das autoridades é vacinar cerca de 36 milhões de idosos acima de 65 anos até o fim de julho. Até agora, apenas 4% dessa população recebeu pelo menos uma dose.
No primeiro dia de funcionamento, a unidade de Tóquio sede dos Jogos Olímpicos em 2021 recebeu cinco mil agendamentos, e a província de Osaka, 2,5 mil.
De acordo com governo a expectativa é de que a capacidade combinada dos dois centros possa ser dobrada na semana que vem. Além disso dez cidades estão em estado de emergência por conta do vírus, dentre elas Tóquio e Osaka.
O número de infecções segue alto e as autoridades querem estender mais uma vez o estado de emergência. Médicos da Associação de Tóquio fizeram um apelo para o cancelamento dos Jogos dizendo que os hospitais já estão sobrecarregados.
Além do pedido dos médicos a presidente da organização dos Jogos Olímpicos no Japão, Hashimoto Seiko reduziu em 30% por cento o número de médicos e enfermeiros que trabalharão no evento, pois o Japão continua sobrecarregado diante da atual crise sanitária. De acordo com a presidente, o país planeja garantir aproximadamente 230 médicos e 310 enfermeiros por dia durante os jogos.
EUA
Os Estados Unidos recomendaram nesta segunda que cidadãos americanos não viajem ao Japão, país que vive uma quarta onda do coronavírus a menos de dois meses dos Jogos Olímpicos em Tóquio.
O Departamento de Estado elevou o nível de alerta sobre o Japão para o nível 4 — o mais alto da escala. O Brasil também está nesse patamar, desde agosto de 2020.
Essa diretriz serve apenas como uma recomendação, e, por enquanto, não há nenhum tipo de pedido ou restrição de viagem para os atletas que vão competir nos Jogos Olímpicos. O Comitê Olímpico dos EUA ainda não se pronunciou. A tendência é que os competidores cheguem a Tóquio já vacinados contra a covid-19.
Restrições
Semanas atrás, o Comitê Olímpico Internacional (COI) divulgou uma série de diretrizes para reduzir o contato ao máximo entre os atletas e incentivou a vacinação dos competidores, com acordos para aquisição de doses para os esportistas e delegações. Os atletas brasileiros, inclusive, já estão sendo vacinados.
Tanto o COI como o comitê organizador local negam qualquer possibilidade de cancelamento, embora haja pressão por parte dos japoneses.
No entanto, a imunização segue em ritmo lento. Nem 5% da população japonesa recebeu uma dose da vacina. O país adota os imunizantes da Pfizer, da AstraZeneca e da Moderna.
Os Jogos Olímpicos deveriam ter ocorrido em 2020, mas a pandemia fez os organizadores adiarem o evento em um ano. Como a crise de saúde continuou grave em diversos países, o COI e as autoridades japonesas decidiram proibir a entrada de turistas estrangeiros e iniciou um processo de devolução dos ingressos já adquiridos. A decisão sobre público nas arenas — que ficaria, portanto, restrito a moradores do Japão — só deve sair em junho.
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