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Colunistas Jardel fez péssimo jogo político

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Mário Jardel
Suspensão do mandato pode se tornar definitiva, devido ao elenco de supostas irregularidades. Foto: Marjuliê Martini/MP

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

 

Mário Jardel

Suspensão do mandato pode se tornar definitiva, devido ao elenco de supostas irregularidades. Foto: Marjuliê Martini/MP

O deputado estadual Mário Jardel (PSD) está fora na Assembleia Legislativa, suspenso pelo Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul. Jardel é acusado pelo Ministério Público Estadual de cobrar parte dos salários de assessores, empregar funcionários fantasmas, adulterar quilometragem de veículos para receber a indenização e simular viagens para embolsar as diárias. É provável que a suspensão seja transformada em transformada em afastamento definitivo. Talvez a política o abandone antes que complete o primeiro dos quatro anos de mandato. Jardel não soube cuidar da atividade política do mesmo modo que errou na administração de sua bela carreira futebolítica.

O ex-gremista abandonou os gramados no exterior, devido a problemas pessoais, antes que o futebol o tivesse abandonado. Deixou de ganhar muito dinheiro e gastou muito dinheiro que havia ganhado. De volta ao Brasil, tentou retomar a profissão para a qual era qualificado, mas não conseguiu, senão em pequenos clubes. Os grandes, incluindo o Grêmio, não o quiseram por conhecer seus problemas.

Então Jardel fez curso de técnico de futebol no Rio Grande do Sul. Mas, antes de iniciar a experiência à beira dos gramados, foi arrastado para a política por seu prestígio e não necessariamente pela sua capacidade. É prática político-partidária comum recorrer às celebridades para angariar votos e, não raro, eleger mais de um com os votos de um. Deu no que deu, no caso de Jardel, mas a culpa não é apenas dele.

Aqueles que o convidaram para concorrer conheciam suas dificuldades. Pensaram nos votos e não nas consequências de ter um parlamentar necessitado de ajuda psicológica. Os torcedores-eleitores votaram no ídolo do futebol e não no político que Jardel nunca foi e, provavelmente, jamais será. Figuras de sucesso na política, como Romário, indicam que não se deve generalizar e, muito menos, discriminar ex-atletas na política. Mas futebol é diferente de política. Os dirigentes partidários precisam saber indicar e o eleitor deve votar com consciência crítica e não com a paixão do futebol. Do contrário…

Por Clesio Boeira

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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