Segunda-feira, 05 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 9 de junho de 2017
O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral e a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo devem sofrer uma nova denúncia, preparada pelo MPF (Ministério Público Federal). A acusação, agora, envolve a compra de joias com uso de propina obtida por meio de contratos de obras no Estado durante a gestão do peemedebista (2007-2014). A acusação tem como base a delação premiada da joalheria H. Stern.
A empresa listou 41 itens adquiridos pelo casal desde 2009. São 30 peças a mais do que se sabia no começo das investigações. O valor das peças equivale a 4 milhões de reais. As denúncias já apresentadas listavam 66 peças que somam, até agora, 6,9 milhões de reais.
A colaboração premiada da H. Stern descreve a aquisição de três joias com valor superior a 1 milhão de reais. A nova denúncia, além de ampliar o valor em joias adquiridas ilegalmente pelo casal, também tem como objetivo detalhar o mecanismo de ocultação e lavagem de dinheiro por meio do mercado de joias.
A investigação revelou que duas joalherias mantinham um controle paralelo de venda de peças, sem emissão de notas fiscais. Elas teriam burlado a regulamentação do setor, que exige comunicação ao Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) de toda transação acima de 10 mil reais.
No caso de Cabral e Ancelmo, o relato das joalherias inclui um agravante considerado suspeito. As parcelas eram quitadas com dinheiro vivo na maioria dos casos, segundo as investigações.
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