Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 22 de abril de 2021
O presidente dos EUA, Joe Biden, vai propor, na próxima semana, aumentar os impostos sobre ganhos de capital dos ricos para financiar importantes investimentos em assistência para crianças, educação pré-escolar e licença remunerada para trabalhadores, segundo fontes familiarizadas com o assunto.
A proposta elevaria as taxas a 39,6% para os que ganham US$ 1 milhão ou mais, contra os 20% atuais. O imposto de 3,8% sobre ganhos com investimentos que financiam o Obamacare seria mantido, podendo chegar, no total, a 43,4%.
A proposta pode reverter uma disposição de longa data do código tributário que impõe taxas de retorno sobre o investimento mais baixas do que sobre o trabalho.
Biden fez campanha para igualar os ganhos de capital e as taxas de imposto de renda para indivíduos ricos, dizendo que é injusto que muitos deles paguem impostos mais baixos do que os trabalhadores de classe média.
A expectativa é que Biden anuncie sua proposta na próxima semana, já que a Casa Branca disse que o presidente continua a se encontrar a equipe econômica para finalizar detalhes do Plano Familiar Americano.
Para as pessoas que ganham US$ 1 milhão em estados com altos impostos, as taxas sobre os ganhos poderiam ficar acima de 50%. Para os novaiorquinos, a taxa combinada sobre ganhos de capital estatais e federais poderia chegar a 52,2%. Para os californianos, por sua vez, chegaria a 56,7%.
Os Democratas disseram que as atuais taxas sobre ganhos de capital favorecem, principalmente, as pessoas com as maiores receitas através de investimentos em vez dos salários. Isso resulta em impostos mais baixos para pessoas ricas do que para os trabalhadores.
Já os republicanos argumentam que as taxas atuais sobre ganhos de capital fomentam a poupança e promovem o crescimento econômico futuro.
Genocídio
Biden reconhecerá como genocídio o massacre de 1,5 milhão de armênios pelo Império Otomano durante a Primeira Guerra Mundial, com risco de uma deterioração das tensas relações com a Turquia.
Se o gesto se confirmar, o reconhecimento aumentaria as tensões com a Turquia, um aliado da Otan que refuta com veemência essa designação, que já foi adotada por uma dezena de países, incluindo França e Rússia.
O presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, já alertou para aqueles que propagam o que ele chama de uma “mentira”.
Erdogan declarou nesta quinta (22) que “continuaria a defender a verdade contra aqueles que apoiam a mentira do chamado ‘genocídio armênio’ para fins políticos”.
Espera-se que Biden faça este anúncio neste sábado (24), data do 106º aniversário do início do massacre dos armênios em 1915, quando tropas do Império Otomano combatiam a Rússia czarista na Primeira Guerra Mundial na região onde hoje fica a Armênia, segundo o The New York Times e o The Wall Street Journal.
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