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Brasil O empresário Joesley Batista foi convocado para depor na terça em duas CPIs

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Empresário havia feito acordo de delação premiada. (Foto: Arquivo/Rovena Rosa/ABr)

O empresário Joesley Batista, dono da empresa J&F, foi convocado para depor em duas comissões parlamentares de inquérito na próxima terça-feira (28), às 9h. Preso desde setembro por determinação do STF (Supremo Tribunal Federal), Joesley Batista deve falar a senadores e deputados da CPI do BNDES e da CPMI (Comissão Parlamentar Mista de Inquérito) da JBS.

Joesley, e o irmão Wesley, também preso, teriam mentido e omitido informações no acordo de delação premiada firmado com a Procuradoria-Geral da República. O ministro do STF Luiz Edson Fachin suspendeu os benefícios do acordo.

Em ofício encaminhado à CPI da JBS na quarta-feira (22), os advogados de Joesley Batista adiantaram que ele deve permanecer calado durante a reunião. Os defensores do empresário lembram que outras três pessoas convocadas para depor à comissão já ficaram em silêncio: Wesley Batista; o advogado Francisco de Assis e Silva e o ex-executivo da J&F Ricardo Saud.

“O exercício do direito ao silêncio é a clara posição a ser tomada diante da atual situação jurídica dos acordos de colaboração premiada. A decisão de manter a oitiva do ora requerente poderá acarretar elevados e desnecessários gastos públicos pela quarta vez”, argumentaram os advogados de Joesley Batista.

Gastos desnecessários

A defesa do empresário Joesley Batista protocolou pedido, na última quarta-feira, para que a Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da JBS cancele o depoimento do empresário ao colegiado, marcado para o próximo dia 29 de novembro. No requerimento, os advogados indicam que o dono da empresa de frigoríficos usará o direito ao silêncio e, portanto, não responderá aos questionamentos feitos pelos parlamentares. Por conta disso, a defesa argumenta que manter a oitiva “poderá acarretar elevados e desnecessários gastos públicos”.

Silêncio

O ministro do Supremo Tribunal Federal Gilmar Mendes concedeu na sexta-feira (24) habeas corpus preventivo para que o ex-procurador da República Marcello Miller possa ficar em silêncio na reunião da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito da JBS, marcada para o dia 29 de novembro.

Miller foi convocado para prestar depoimento sobre o período em que trabalhou no MPF (Ministério Público Federal) e auxiliou no fechamento do acordo de delação premiada do empresário Joesley Batista, um dos donos da empresa e do grupo J&F.

 

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