Domingo, 11 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 2 de maio de 2017
O MPF (Ministério Público Federal) ofereceu nessa terça-feira uma nova denúncia contra o ex-ministro José Dirceu pelo suposto recebimento de propina das empreiteiras Engevix e UTC, entre 2011 e 2014. A acusação inclui o irmão do petista, Luiz Eduardo de Oliveira e Silva, o ex-tesoureiro do PT João Vaccari Neto, Gerson de Melo Almada e Walmir Pinheiro Santana, ex-executivos da Engevix e da UTC.
A denúncia aponta a prática de 33 crimes de lavagem de dinheiro para dissimular a origem de mais de 2,4 milhões de reais. Segundo a força-tarefa da Operação Lava-Jato no MPF, o valor corresponde a propinas que foram pagas ao ex-ministro e decorre dos crimes de fraude a licitação, cartel e corrupção em benefício das empreiteiras, que assinaram contratos milionários com a Petrobras.
A nova denúncia ocorre no mesmo dia em que o STF (Supremo Tribunal Federal) marcou a retomada do julgamento do pedido de liberdade de José Dirceu. O ex-ministro está preso desde agosto de 2015 no Complexo Médico-Penal em Pinhais, na Região Metropolitana de Curitiba, a pedido do juiz federal Sergio Moro.
Denúncia
Os procuradores afirmam que a Engevix arcou com as despesas de contratação da empresa Entrelinhas Comunicação para prestar serviços de assessoria de imprensa para Dirceu. A empreiteira teria feito pagamentos que chegam a 900 mil reais entre abril de 2011 e julho de 2012 para garantir a continuidade dos serviços — que incluíam relatórios sobre a imagem do ex-ministro perante a sociedade, o gerenciamento de entrevistas, a elaboração de artigos e a organização de um livro assinado pelo acusado.
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