Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 2 de maio de 2017
O STF (Supremo Tribunal Federal) revogou nessa terça-feira o decreto de prisão preventiva contra o ex-ministro chefe da Casa Civil José Dirceu. Por três votos a dois, os membros da Segunda Turma da Corte decidiram abrir os portões da prisão da Operação Lava-Jato para o petista. Votaram pela liberdade de Dirceu os ministros Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. Já Celso de Mello e Edson Fachin, relator da força-tarefa no Supremo, foram contra a revogação da prisão.
Dirceu estava preso desde 3 de agosto de 2015, por ordem do juiz federal Sérgio Moro. Em menos de dois anos, Moro aplicou ao ex-ministro duas pesadas condenações que somam 32 anos e um mês de prisão por corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa.
Nessa terça, dando sequência a uma série de decisões similares, os ministros do Supremo acolheram pedido de habeas corpus para Dirceu. Na semana passada, a Segunda Turma já determinara a soltura do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Lula e ex-tesoureiro do PP, João Cláudio Genu, ambos também condenados por Moro.
Na sexta-feira, em decisão isolada, o ministro Gilmar Mendes mandou soltar o empresário Eike Batista.
Nesta terça, logo cedo, a força-tarefa do Ministério Público Federal em Curitiba (PR), base da Lava-Jato, entregou à Justiça Federal uma nova denúncia, a terceira, contra o ex-ministro da Casa Civil – agora, acusado pela prática de 33 crimes de lavagem de dinheiro, no caso 2,4 milhões de reais que teria recebido em propinas das empreiteiras Engevix e UCT Engenharia.
A nova denúncia foi uma tentativa derradeira da Procuradoria de convencer o Supremo da necessidade de manutenção da prisão preventiva de Zé Dirceu. Não deu certo.
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