Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 29 de julho de 2025
Com o auxílio de agentes de Minas Gerais, o Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS) prendeu em Divinópolis, no Interior daquele Estado, um jovem de 21 anos obrigava uma adolescente gaúcha de 17 anos a cometer automutilação, mediante chantagem na internet. O caso chegou ao Núcleo de Prevenção à Violência Extrema (Nupve) do órgão após denúncia da família da vítima.
Os mandados de prisão preventiva, busca e apreensão foram cumpridos nessa terça-feira (29) pela promotora Justiça Priscilla Ramineli, do MPRS, e pelo assessor de segurança institucional Rodrigo da Silveira, com apoio do Gaeco de Divinópolis, do Gabinete de Segurança Institucional do Ministério Público de Minas Gerais e da Polícia Militar mineira. Foram apreendidos celular e pendrive.
De acordo com o procurador de Justiça Fábio Costa Pereira, coordenador do Nupve, o rapaz havia se aproximado da adolescente através de uma rede social, utilizando como tática o interesse dela por determinado estilo musical:
“Depois de conquistar a confiança dela, o criminoso inventou que o perfil da jovem estava sendo usado para espalhar pornografia infantil, mas que ele poderia resolver o problema. Assim, ele teve acesso aos dados da conta e deu início a uma série de ameaças, extorsão e chantagens, obrigando a adolescente a se cortar”.
Pereira ressalta, ainda, que a garota foi vítima de uma prática conhecida como “grooming”, espécie de aliciamento online seguido de manipulação. Trata-se de uma forma de aproximação que esse tipo de “predador” utiliza para capturar emocionalmente suas vítimas:
“Ele usou uma rede social popular entre adolescentes e, a partir de interesses revelados pela vítima, acabou ganhando a atenção dela e descobrindo suas vulnerabilidades. O homem inventou um problema e se apresentou como a solução, depois acabou virando uma pessoa importante para ela, quando na verdade, ele era o problema”.
Preocupação
A promotora de Justiça Priscilla Ramineli alerta que pode haver outras vítimas: “O suspeito praticava graves crimes virtuais, extorquindo a adolescente para que também mandasse fotos íntimas e fizesse pagamentos via pix para que nada fosse revelado. Cybercrimes preocupantes estão sendo praticados em todos lugares, por todos tipos de sujeitos”.
O procurador Fábio Costa Pereira reafirma que o MPRS está atento a todos os casos e orienta às famílias: “Prestem atenção ao que os filhos consomem no meio digital e quem são os amigos deles. Ao perceberam algo anormal procurem as autoridades, mesmo que seja para descartar uma eventual suspeita”.
(Marcello Campos)
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