Domingo, 03 de maio de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Brasil Juiz aceita denúncia e ex-presidente Michel Temer vira réu no caso dos portos

Compartilhe esta notícia:

Além da denúncia dos portos, Temer é réu em quatro ações penais. (Foto: Beto Barata/PR)

A Justiça Federal do DF (Distrito Federal) aceitou denúncia do MP (Ministério Público) contra o ex-presidente Michel Temer no chamado inquérito dos portos. A denúncia foi oferecida pela PGR (Procuradoria-Geral da República) em 2017 e, com a perda de foro do emedebista, ratificada pela Procuradoria da República no Distrito Federal no início de abril.

Ao receber a denúncia, o juiz federal Marcus Vinícius Reis Bastos diz que Temer praticou “atos que no plano nacional e internacional são descritos como tipologias de lavagem”. “Michel Temer, auxiliado por João Baptista, dissimulou, de forma reiterada e por intermédio de organização criminosa, a origem ilícita de bens, direitos ou valores provenientes diretamente dos atos de corrupção ora denunciados”, afirma o juiz na decisão sobre o recebimento da denúncia.

Além do ex-presidente, viraram réus o ex-deputado federal e ex-assessor da Presidência da República Rodrigo Rocha Loures, João Baptista Lima Filho, o Coronel Lima, e executivos da empresa Rodrimar. A acusação apontou que Michel Temer recebeu vantagens indevidas “há mais de 20 anos” e a “edição do Decreto dos Portos é o ato de ofício mais recente identificado, na sequência de tratativas ilícitas que perduram há décadas”. Com o recebimento desta denúncia, no âmbito da Operação Greenfield, Temer agora é réu em cinco ações penais.

As investigações contra Temer

Além da denúncia dos portos, Temer é réu em quatro ações penais. A Lava-Jato do Rio acusa o ex-presidente em dois processos: um por corrupção e lavagem de dinheiro e outro por peculato e lavagem de dinheiro. O Ministério Público Federal afirma que Michel Temer foi um dos beneficiários de desvios nas obras da usina nuclear de Angra 3, no Rio, por meio da contratação irregular de empresas.

O emedebista teria participado da contratação fictícia da empresa Alumi Publicidades, como forma de dissimular repasse de propina. Durante a investigação, o ex-presidente chegou a ser preso. Temer ficou custodiado durante quatro dias na Superintendência da Polícia Federal no Rio e foi solto por ordem do desembargador Ivan Athié, do TRF-2 (Tribunal Regional Federal da 2ª Região).

Na Justiça Federal em Brasília, Temer é acusado no caso da mala dos R$ 500 mil. Segundo a denúncia, o ex-presidente recebeu o valor da J&F, “em razão de sua função”, por meio de seu ex-assessor e ex-deputado Rodrigo Rocha Loures, o homem da mala. O ex-presidente responde ainda a uma ação perante a Justiça Federal em São Paulo pelo crime de lavagem de dinheiro na reforma da casa de sua filha Maristela Temer, em São Paulo. A acusação alcança, além de Temer e de sua filha, o coronel reformado da Polícia Militar de São Paulo João Baptista Lima Filho, o coronel Lima, e sua mulher Maria Rita Fratezi.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Brasil

Deixe seu comentário

Os comentários estão desativados.

Bolsonaro faz apelo para que presidente do Banco do Brasil reduza juros para setor agrícola
Asteroide gigantesco passa de raspão pela terra a 43 mil quilômetros por hora
Pode te interessar