Sábado, 03 de outubro de 2026
Por Redação O Sul | 24 de julho de 2015
O juiz Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal Criminal do Paraná, estendeu até segunda-feira (27) o prazo dado à Odebrecht para que os advogados da construtora expliquem as anotações encontradas no celular do presidente da empreiteira, Marcelo Odebrecht, preso na Carceragem da PF (Polícia Federal) de Curitiba desde o dia 19 de junho. No smartphone apreendido no dia da prisão, foram encontrados textos considerados perturbadores pelo juiz. Entre outras coisas, há anotações como trabalhar para parar/anular, que Moro suspeita tratar-se das investigações da PF.
O juiz havia dado prazo para a Odebrecht explicar as mensagens até essa quinta-feira, mas a advogada da empresa, Dora Cavalcanti, pediu mais tempo. Ela alegou que só poderia responder o que as mensagens queriam dizer depois que ela falasse com o próprio Marcelo, o que aconteceria nessa quinta-feira.
Entre outras coisas, as mensagens de Marcelo dizem higienizar apetrechos MF e RA. Conforme a análise de Moro, MF seria Márcio Faria, diretor da empresa, e RA seria Rogério Araujo, outro diretor da empreiteira, enquanto que higienizar poderia ser limpar provas deixadas pelos dois principais dirigentes da Odebrecht.
Moro considerou as anotações graves e disse que apesar do sigilo profissional ser um direito, ele pretende oportunizar às defesas para que esclareçam o que Marcelo quis dizer. (AG)
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