Sexta-feira, 29 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 16 de julho de 2015
Claudio Bonadio, que investigava os negócios da família presidencial na província de Santa Cruz, no Sul da argentina, foi afastado do caso por decisão da Câmara Criminal Federal, por não ter demonstrado imparcialidade no caso.
Na Argentina, diferentemente do Brasil, os juízes são responsáveis também por orientar as investigações do Ministério Público.
Nesta semana, Bonadio havia enviado policiais a Santa Cruz para recolher documentos do escritório de Máximo Kirchner, filho da presidente Cristina Kirchner, e também do hotel da família, em El Calafate.
A determinação irritou a presidente, que reclamou ironicamente em seu perfil nas redes sociais.
Ela postou a foto do convite de aniversário de seu neto, Néstor Ivan, de dois anos, e disse que não poderia mostrar o verso do papel porque ali estava o endereço da festinha, que poderia ser alvo de uma ordem de busca e apreensão.
Nesta quinta-feira, após a decisão da Justiça, ela voltou a demonstrar seu desacordo em discurso transmitido em rede nacional.
Tratando de outro caso, uma operação de busca e apreensão feita à casa de um jornalista processado por uso indevido de imagens da Cablevisión, Cristina afirmou:
“É feio viver em um país onde os juízes decidem de acordo com o que vão dizer os jornais. Depois do Futebol para Todos [programa do governo federal que banca a transmissão de partidas de futebol na TV aberta argentina], querem criar o programa Busca e Apreensão para Todos”, ironizou a presidente.
O pedido de afastamento de Bonadio do caso foi feito pela sobrinha da presidente, Romina Mercado, que administra a Hotesur, empresa da família que está no centro das investigações.
O escândalo, chamado caso Hotesur, investiga supostos desvio de recursos públicos e lavagem de dinheiro por meio do pagamento de diárias de hotel fictícias por uma empresa que tem vários contratos com o governo. (Mariana Carneiro/Folhapress)
Os comentários estão desativados.