Quarta-feira, 27 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 16 de julho de 2015
O presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), disse na quinta-feira que não se deixará ser “constrangido” e “fragilizado” pelo depoimento do empresário Júlio Camargo, da Toyo Setal.
Em delação premiada no âmbito da Operação Lava-Jato, o executivo afirmou que pagou 5 milhões de dólares em propina ao parlamentar.
O peemedebista disse ainda que não irá modificar a gravação já feita para o seu pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão que fará na noite de sexta-feira. “Não vou fazer isso porque eu estou me pronunciando como presidente da Câmara sobre as atividades da Casa. Não estou me pronunciando para fazer alusão ou defesa de fatos pessoais. Na medida em que eu for exercer a rede nacional para falar de fatos pessoais, eu estou aqui, perante vocês. E aqui é o foro para eu poder me defender”, ressaltou.
Janot
Mais cedo, por meio de comunicado, o parlamentar voltou a atacar o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, responsável pelo pedido de investigação contra o deputado na Lava-Jato. O presidente da Câmara disse ser “muito estranho” o delator ter mudado a versão na véspera de seu pronunciamento em rede nacional e acusou Janot de ter articulado o depoimento. “Que as ameaças ao delator tenham conseguido o efeito desejado pelo procurador-geral da República, ou seja, obrigar o delator a mentir”, disse. (Folhapress)
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