Domingo, 25 de janeiro de 2026
Por Redação O Sul | 25 de julho de 2015
O juiz federal Sérgio Moro, da 13ª Vara Federal de Curitiba (PR), determinou na sexta-feira a transferência dos executivos da Andrade Gutierrez e da Odebrecht da carceragem da PF (Polícia Federal) para um presídio comum, o Complexo Médico Penal, em Pinhais, no Paraná. O local já tem uma ala específica que tem recebido os presos da Operação Lava-Jato, separados dos presos comuns. A decisão de Moro foi em resposta a um pedido da PF.
Conforme a determinação, serão deslocados para o presídio os presidentes das empreiteiras Marcelo Odebrecht e Otávio Azevedo, além dos funcionários e ex-funcionários Alexandrino de Alencar, César Ramos Rocha, Elton Negrão de Azevedo Júnior, João Antônio Bernardi Filho, Márcio Faria da Silva e Rogério Santos de Araújo.
A transferência deve ocorrer a partir de sábado. Todos eles estão presos preventivamente desde o dia 19 de junho, sob suspeita de envolvimento com o esquema de corrupção na Petrobras. “De fato, a carceragem da Polícia Federal, apesar de suas relativas boas condições, não comporta, por seu espaço reduzido, a manutenção de número significativo de presos”, escreveu Moro no despacho.
Com a mudança para o Complexo Médico Penal, os presos terão algumas alterações na rotina. A pior delas é em relação à comida. Considerada “intragável” segundo relatos de pessoas que têm contato com os detentos, ela é o principal motivo de reclamação. A maioria dos réus que estão no presídio já emagreceram alguns quilos depois que chegaram à nova estadia. (Folhapress)