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Política Juíza nega arquivamento de investigação em plano de ataque de facção contra Sergio Moro

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O MPF alegava que o inquérito policial investiga extorsão mediante sequestro, mas como o crime não chegou a ser consumado, não seria punível.

Foto: Lula Marques/Agência Brasil
Esta é a segunda vez que o julgamento das ações que podem levar à cassação do mandato do senador é remanejado. (Foto: Lula Marques/Agência Brasil)

A juíza federal Gabriela Hardt, substituta da 9ª Vara Federal de Curitiba, negou o pedido do Ministério Público Federal (MPF) para arquivar o inquérito policial que investiga o planejamento de um possível ataque de uma facção criminosa ao senador e ex-juiz Sergio Moro (União Brasil). O caso está sob sigilo.

O MPF alegava que o inquérito policial investiga extorsão mediante sequestro, mas como o crime não chegou a ser consumado, não seria punível.

Em 22 de março, a operação Operação Sequaz, da Polícia Federal (PF), localizou e prendeu pelo menos nove possíveis membros da facção. Os suspeitos planejavam, de acordo com a polícia, sequestrar Moro e outras autoridades públicas.

Decisão

Na decisão, a juíza disse que a extorsão mediante sequestro não foi o único crime exposto na investigação. De acordo com ela, “a finalidade do inquérito policial é justamente a apuração dos fatos que configurem uma infração penal”. A juíza defendeu que, na operação de busca e apreensão da Polícia Federal, foram apreendidos aparelhos eletrônicos, documentos, veículos, e outros itens que estão sendo periciados.

“A medida foi deferida justamente a fim de possibilitar que a autoridade policial localizasse outros elementos de convicção para completa materialização dos crimes […] A operação policial foi deflagrada há menos de uma semana, de modo que as lacunas porventura existentes poderão ser esclarecidas pelos elementos de informações que já foram e também por aqueles que ainda serão colhidos”, disse a juíza.

Documentos obtidos pelo g1 indicam que o plano para sequestrar Moro estava em curso há pelo menos seis meses. Cinco imóveis, por exemplo, foram alugados na capital paranaense para monitorar o senador, de acordo com a investigação.

Mensagens também revelaram suspeitos combinando códigos para a ação contra o senador.

Após a operação, Moro agradeceu o trabalho dos policiais na investigação e revelou que sabia estar correndo risco junto à família.

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