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Rio Grande do Sul Júri popular no Vale do Sinos condena homem que jogou bebê pela janela de carro em movimento e tentou atropelar ex-companheira

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Crime foi cometido em Novo Hamburgo há mais de dois anos. (Foto: GAI Media)

Júri popular realizado em Novo Hamburgo (Vale do Sinos) condenou a 33 anos de prisão, em regime inicial fechado, um homem que tentou matar a ex-companheira e o filho dela, de 11 meses. Conforme acusação formulada pelo Ministério Público do Rio Grande do Sul (MPRS), durante discussão na noite de 22 de fevereiro de 2024 ele jogou o bebê pela janela de um automóvel em movimento no bairro Canudos e depois investiu com o veículo sobre a mulher.

As vítimas foram socorridas e encaminhadas para atendimento médico. No caso da ex-companheira, a gravidade dos ferimentos exigou hospitalização por mais tempo. De acordo com a investigação, o ataque contra a criança teve por objetivo causar sofrimento à mãe da criança, em contexto de violência doméstica e familiar.

A sentença levou em consideração os crimes de tentativa de feminicídio e de infanticídio. com os agravantes de motivo torpe, uso de meio cruel e que impediu ou dificultou a defesa das vítimas, além do fato de uma das vítimas ser menor de 14 anos. Presidente da sessão, a juíza Bruna Casagrande Siebeneichler determinou a execução provisória da pena contra o réu, que já estava preso preventivamente. Cabe recurso.

O processo foi conduzido no MPRS pelo promotor Robson Jonas Barreiro, que atuou em plenário durante o julgamento, que teve na defesa a advogada Gisela Antia de Almeida. Além do acusado, foram ouvidas a mulher, cinco testemunhas de acusação e duas de defesa, além do interrogatório do réu.

Erechim

Iniciado nessa quarta-feira (29) em Erechim, o júri de um réu pela morte da ex-companheira foi reagendado para 20 de agosto. A decisão é do titular da 1ª Vara Criminal local e presidente da sessão, Marcos Luís Agostini, após as advogadas do acusado deixarem o tribunal, alegando violação ao direito de defesa – isso porque três juradas se emocionaram durante o depoimento da mãe da vítima.

O magistrado rejeitou o pedido, afirmando que o fato não comprometia a imparcialidade das juradas. Diante disso, a defesa declarou não estar apta a prosseguir e deixou o plenário, mesmo após ser advertida das consequências do gesto: multa no valor de dez salários-mínimos, pagamento das despesas da sessão e comunicado à seccional gaúcha da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-RS) para eventual apuração disciplinar.

A vítima tinha 25 anos quando sofreu o feminicídio em sua casa, na noite de 20 de outubro de 2023, no bairro Atlântico. Conforme o Ministério Público, o ataque foi foi motivado pela inconformidade do homem com o fim do relacionamento. Ele acabou preso em flagrante logo após o crime, quando bebia em um bar na região.

(Marcello Campos)

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