Quarta-feira, 30 de setembro de 2026
Por Redação O Sul | 21 de abril de 2021
A 9ª Vara Federal Judiciária de Campinas (SP) determinou nesta terça-feira (20) a prisão preventiva, por tempo indeterminado, de um jovem de 18 anos que vivia em hotéis de luxo para usar o Wi-Fi e despistar desvios do auxílio emergencial.
Para a Polícia Federal, os investigados nas operações estão entre os maiores fraudadores do auxílio emergencial já identificados no país.
O suspeito é de Tatuí (SP), mas estava hospedado em um hotel de luxo na capital paulista quando foi preso preventivamente, na sexta-feira (16). Ele é apontado pela investigação como o principal responsável pelo esquema.
O jovem começou a cometer os crimes quando ainda era menor de idade. Até agora, o prejuízo causado pelo esquema chegou a R$ 600 mil, mas, segundo estimativas da PF, pode passar de milhões, já que muitas vítimas não procuram a polícia para contestar o furto do dinheiro.
Ele havia sido preso por causa de um mandado de prisão temporária por cinco dias, mas a Polícia Federal representou pela prisão preventiva diante do material apreendido em operação.
Sobre o caso
A Polícia Federal divulgou que a organização criminosa criou um sistema que, em horas, consegue levantar dois mil CPFs do sistema da Caixa Econômica Federal (CEF). Com as informações, os bandidos solicitavam o auxílio emergencial.
No hotel onde o jovem estava, foi apreendido um computador, ligado a um robô que aplicava o golpe. A investigação mostrou que os criminosos vendiam esse sistema até para outros Estados.
Segundo investigações, com o dinheiro obtido pela fraude, os investigados compraram carros, motos e imóveis.
A Polícia Federal continua investigando o caso, inclusive o envolvimento da família do principal suspeito. Na casa da mãe dele, em Tatuí, foram apreendidos R$ 145 mil, uma moto, máquinas de cartão, celulares e equipamentos eletrônicos.
Durante a Operação Botter, policiais federais foram às ruas para cumprir oito mandados de busca e apreensão – três em Tatuí, um em Boituva (SP), três em Paulínia (SP) e um em São Paulo (SP).
Os policiais chegaram à organização criminosa, a partir de informações da Polícia Federal, em Brasília (DF) e da delegacia regional de repressão ao crime organizado em São Paulo. (Com informações do site G1)
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