Sexta-feira, 05 de junho de 2026
Por Redação O Sul | 6 de novembro de 2025
A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre é a gestora do Hospital Dom João Becker e das UPAs de Gravataí
Foto: Nelson Machado Dutra Filho/Santa Casa de Porto AlegreA 4ª Vara Cível Especializada em Fazenda Pública de Gravataí determinou nesta semana o bloqueio periódico de R$ 2 milhões das contas da prefeitura do município, a cada 15 dias, até o limite de R$ 31 milhões, para quitar dívidas com a Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre, responsável pela gestão do Hospital Dom João Becker, na cidade da Região Metropolitana, e das UPAS (Unidades de Pronto Atendimento) locais.
A decisão atende a um pedido da entidade, que alegou atrasos nos repasses municipais e risco de interrupção dos serviços de saúde. A Irmandade da Santa Casa de Misericórdia de Porto Alegre ajuizou uma ação contra a prefeitura de Gravataí para cobrar uma dívida superior a R$ 31 milhões referente a serviços de saúde prestados.
A autora da ação alegou que a prefeitura estava em atraso há quatro meses, obrigando o hospital a custear os serviços com recursos próprios, o que colocava em risco o atendimento à população.
O município de Gravataí argumentou não haver inadimplência total, que os pagamentos são feitos mensalmente, embora com atrasos, e que o bloqueio do valor solicitado poderia comprometer outros serviços públicos.
Na decisão, foi destacado que o direito à saúde é constitucional e deve prevalecer sobre interesses financeiros do Estado. O município deverá manter os pagamentos mensais em dia, sob pena de bloqueio integral dos valores devidos. Cabe recurso da decisão.
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