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Brasil Justiça Federal condena ex-deputado Luiz Argôlo a 11 anos de prisão

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Argôlo (foto) é o terceiro político a ser condenado, após as sentenças de André Vargas e Pedro Corrêa. Foto reprodução

A Justiça Federal no Paraná condenou na segunda-feira o ex-deputado federal Luiz Argôlo por crimes investigados na Operação Lava-Jato. Ele é o terceiro político a ser condenado, após as sentenças de André Vargas e Pedro Corrêa. Cabe recurso da decisão.

Argôlo foi condenado pelos crimes de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. A pena considerada pelo juiz Sérgio Moro é de 11 anos e 11 meses de reclusão em regime inicialmente fechado, além do pagamento de multas de 459,7 mil reais.

Na mesma sentença, Moro deixou de sentenciar o doleiro Alberto Youssef e Carlos Alberto Pereira da Costa por corrupção e lavagem de dinheiro. Segundo o juiz, eles já foram penalizados pelos mesmos fatos criminosos em outros processos que já tiveram a tramitação encerrada. O braço-direito de Youssef e também delator da Lava-Jato Rafael Ângulo Lopez foi absolvido da acusação de lavagem de dinheiro.

Argôlo foi inocentado da acusação de crime de peculato por falta de provas, segundo o juiz. O ex-parlamentar está preso no Complexo Médico-Penal (PR). Na decisão, Moro manteve a prisão preventiva dele. “Agrego que, em um esquema criminoso de maxipropina e maxilavagem de dinheiro, é imprescindível a prisão cautelar para proteção da ordem pública”, considerou.

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