Segunda-feira, 21 de setembro de 2026

CADASTRE-SE E RECEBA NOSSA NEWSLETTER

Receba gratuitamente as principais notícias do dia no seu E-mail.
cadastre-se aqui

RECEBA NOSSA NEWSLETTER
GRATUITAMENTE

cadastre-se aqui

Polícia Justiça nega prisão domiciliar para Graciele Ugulini, madrasta do menino Bernardo Boldrini

Compartilhe esta notícia:

Bernardo Boldrini tinha 11 anos quando foi morto em 2014, em Três Passos

Foto: Reprodução
Bernardo Boldrini tinha 11 anos quando foi morto em 2014, em Três Passos. (Foto: Reprodução)

O juiz Geraldo Anastácio Brandeburski Júnior, da 2ª Vara de Execuções Penais de Porto Alegre, indeferiu pedido feito pela defesa de Graciele Ugulini, condenada pela morte e ocultação do cadáver do enteado, Bernardo Boldrini, em 2014, em Três Passos.

Sob o argumento de que os pais da ré necessitam de cuidados especiais, acometidos de doença grave, e também para que ela possa estudar na universidade, a defesa ingressou com pedido de prisão domiciliar humanitária sob monitoramento eletrônico.

A defesa também justificou que a assassina estaria “prestes a progredir seu regime do fechado para o semiaberto e que, ao longo de mais de uma década de cárcere, a reeducanda não incorreu em uma única falta disciplinar, tendo em seu beneplácito ótima conduta carcerária”.

O pedido foi fundamentado no fato de que Graciele foi aprovada para cursar Ciência e Tecnologia de Alimentos na UERGS, no campus de Cruz Alta, curso que pode ser realizado à distância, por meio de aulas virtuais, e que os pais dela estariam melhor cuidados com a presença da filha.

O magistrado afirmou que a prisão domiciliar, em princípio, só é admitida quando se tratar de preso inserido no regime aberto e que a excepcionalidade é aceita dentro de critérios que não se aplicam a esse caso.

“Quanto ao fundamento de fato concernente à doença dos genitores, não restou demonstrada a indispensabilidade da presença da apenada aos cuidados dos seus pais; não há demonstração mínima nos autos de que os genitores estejam em situação de desamparo ou que não estejam sendo cuidados pelos demais familiares. Já sobre o fundamento fático alicerçado na matrícula em instituição de ensino superior, tanto a Lei de Execuções Penais, quanto a interpretação extensiva do Superior Tribunal de Justiça, não permitem que a pessoa privada de liberdade em estabelecimento prisional de regime fechado passe à custódia domiciliar tão somente pela aprovação em universidade”, ressaltou o juiz.

Na decisão, ele também considerou que a detenta ainda tem elevado saldo de pena remanescente a cumprir: 24 anos e 10 dias. Graciele só teria direito ao regime semiaberto em 23 de maio de 2026 e, para a liberdade condicional, a data seria 6 de junho de 2035.

Assassinato

Bernardo Boldrini tinha 11 anos quando desapareceu, em Três Passos, no dia 4 de abril de 2014. Seu corpo foi encontrado dez dias depois, enterrado em uma cova em uma propriedade às margens do rio Mico, em Frederico Westphalen.

No mesmo dia, o pai da criança, o médico Leandro Boldrini, e a madrasta foram presos, suspeitos, respectivamente, de serem o mentor intelectual e a executora do crime, com a ajuda da amiga dela, Edelvania Wirganovicz. Dias depois, Evandro Wirganovicz também foi preso, suspeito de ser a pessoa que preparou a cova onde o menino foi enterrado.

Julgamentos 

Em 2019, Leandro foi condenado a 33 anos e 8 meses de prisão (30 anos e 8 meses por homicídio, 2 anos por ocultação de cadáver e 1 ano por falsidade ideológica).

Também foram condenados Graciele Ugulini (34 anos e 7 meses de reclusão), Edelvania Wirganovicz (22 anos e 10 meses) e Evandro Wirganovicz (9 anos e 6 meses).

No final de 2021, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça considerou que houve quebra da paridade de armas durante o interrogatório do médico, anulando o seu julgamento.

Em março deste ano, Leandro foi julgado novamente pelo Tribunal do Júri da Comarca de Três Passos, sendo condenado a 31 anos e 8 meses de reclusão.

Compartilhe esta notícia:

Voltar Todas de Polícia

Deixe seu comentário

Verificação de Email - você receberá um email de confirmação após enviar o seu primeiro comentário, mas ele só será publicado depois que você clicar no link de verificação enviado para a sua conta de e-mail para confirma-lo. Os próximos comentários serão publicados automaticamente por 30 dias!

5 Comentários
mais recentes
mais antigos Mais votado
Eloa Guterres
13 de julho de 2023 14:04

Que o povo e o mundo nao esqueça desse assassinato. É duro, mas tem que pagar até o último dia da vida dela!

Dirce Rosenfeld
13 de julho de 2023 15:40

Os “culhões só são roxos para prender Patriotas cuja arma foi o mastro da bandeira.Onde estava a “Segurança” que não impediu dos infiltrados 🚩 que entraram sem resistência nos “Palacios” ?!?

Endruweit Valmir Endruweit
13 de julho de 2023 14:43

Essa mulher não foi para a cadeira elétrica ainda? Onde estão os magistrados com culhões roxos?

Dirce Rosenfeld
13 de julho de 2023 15:33

Esse menino de 11 anos que já tinha perdido a mãe…sabemos a falta que faz uma mãe! foi vítima de uma trama diabólica dos familiares e de pessoas conhecidas deles que de forma cruel pensando que jamais seriam descobertos se associaram no intuíto e alguns sob paga, covardemente, meio cruel, com uma injeção…TODOS DEVERIAM TER PRISÃO PERPÉTUA E CADEIRA ELÉTRICA. NOSSO CÓDIGO PENAL PRECISA SER MODIFICADO E AINDA PEGAR E OS COLOCAR NO CORREDOR DA MORTE.

Carlos Santana
13 de julho de 2023 18:00

Que morra na cadeia!

Ciclone arranca árvores, interdita estradas e causa prejuízos em Santa Catarina
Justiça Eleitoral retoma biometria no Rio Grande do Sul
Pode te interessar
5
0
Adoraria saber sua opinião, comente.x