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Geral Klara Castanho diz que foi violentada não só pelo homem que a estuprou, mas também pelo julgamento das pessoas

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A atriz não queria expor esse episódio de sua vida, mas sites e redes de fofocas trouxeram não só a história a público, mas também especulações e ataques à atriz. (Foto: Reprodução/Instagram)

No último sábado (25), a atriz Klara Castanho, de 21 anos, divulgou uma carta em que revelou que foi vítima de estupro, engravidou e decidiu entregar a criança para adoção seguindo todos os trâmites legais. A atriz não queria expor esse episódio de sua vida, mas sites e redes de fofocas trouxeram não só a história a público, mas também especulações e ataques à atriz.

“Esse é o relato mais difícil da minha vida. Pensei que levaria essa dor e esse peso somente comigo”, declarou Klara na carta.

Tudo começou com um post do jornalista Matheus Baldi no dia 24 de maio, dizendo que Klara teria dado à luz a uma criança. A pedido da própria atriz esse post foi apagado, mas a notícia se espalhou. Na última quinta-feira (23), a apresentadora Antônia Fontenelle incitou ainda mais os comentários contra Klara na internet.

Sem citar o nome da atriz, ela disse em uma live, em tom bastante agressivo, que uma atriz de 21 anos teria engravidado e entregue o bebê para adoção. E depois disso, Klara se manifestou pela primeira vez sobre o assunto, através de uma carta aberta em sua rede social.

“Fui estuprada. Relembrar esse episódio traz uma sensação de morte porque algo morreu em mim”, declara a Klara.

Klara conta que seguia menstruando normalmente e que não havia ganhado peso. E que ao contar para o médico que havia sido estuprada, se sentiu violada e culpada novamente.

“Esse profissional me obrigou a ouvir coração da criança, disse que 50% do DNA eram meus e que eu seria obrigada a amá-la…”, conta Klara na carta.

“Bom, agora a notícia se tornou pública, e com ela vieram mil informações erradas e ilações mentirosas e cruéis. Vocês não têm noção da dor que eu sinto. Tudo o que fiz foi pensando em resguardar a vida e o futuro da criança. Cada passo está documentado e de acordo com a lei. A criança merece ser cuidada por uma família amorosa, devidamente habilitada à adoção, que não tenha lembranças de um fato tão traumático. E ela não precisa saber que foi resultado de uma violência tão cruel. Como mulher, eu fui violentada primeiramente por um homem e, agora, sou reiteradamente violentada por tantas outras pessoas que me julgam. Ter que me pronunciar sobre um assunto tão íntimo e doloroso me faz ter que continuar vivendo essa angústia que carrego todos os dias. A verdade é dura, mas essa é a história real. Essa é a dor que me dilacera”, diz Klara.

A advogada Fayda Belo explica que mesmo que Klara não tivesse sido estuprada, ela poderia legalmente entregar a criança para adoção.

“Toda mulher, ainda que não seja vítima de um estupro, que queira não ficar com um bebê, ela tem esse direito. A lei confere a ela esse direito. Inclusive o direito ao parto de maneira sigilosa”, explica a advogada.

Klara conta ainda na carta que no dia em que o bebê nasceu, foi abordada e ameaçada por uma enfermeira na sala de cirurgia com as seguintes palavras: “Imagine se tal colunista descobre essa história”. E quando Klara voltou para o quarto, já havia mensagens do colunista com todas as informações.

Depois da divulgação da carta de Klara, o colunista Léo dias, do site Metrópoles, publicou um texto detalhando o caso. A advogada Fayda Belo diz que tanto Léo Dias como Antônia Fontenelle podem responder por difamação.

No domingo (26), Léo Dias publicou um pedido de desculpas à atriz. Ele diz que não deveria ter escrito nenhuma linha sobre esta história ou ter feito qualquer comentário sobre algo do qual não tem o direito de opinar. Em postagem, Lilian Tahan, diretora de redação do Metrópoles, diz que “O site expôs de forma inaceitável os dados de uma mulher vítima de violência brutal e que a matéria foi retirada do ar”. Nas redes, a revelação dessa história causou indignação contra Léo Dias e contra Antônia Fontenelle. As informações são do portal de notícias G1.

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