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Saúde Laqueadura sem corte é feita em 10 minutos

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Essure é dispositivo de titânio com 4 centímetros e mais fino do que um fio de cabelo. (Crédito: Reprodução)

Se antes a única alternativa para mulheres que não queriam mais ter filhos era se submeter a uma cirurgia de laqueadura, agora elas têm à disposição um procedimento feito em 10 minutos, sem cortes, e que permite o retorno imediato ao trabalho. É a utilização do Essure, um dispositivo de titânio com 4 centímetros e mais fino do que um fio de cabelo, que é colocado diretamente nas trompas.

Nos três meses seguintes ao implante, as trompas cicatrizam e obstruem definitivamente o caminho entre os ovários e o útero. Nesse período, a mulher ainda precisará usar métodos anticoncepcionais durante a relação sexual. “Para fazer a laqueadura é preciso leito hospitalar e a mulher tem de ficar, ao menos, dez dias de repouso. Já com o Essure, o médico faz o implante em minutos e ela não precisa nem perder um dia de trabalho”, explica a ginecologista Rita de Cássia Calabresi.

O novo método contraceptivo não afeta o ciclo menstrual da mulher, nem a produção hormonal. Em caso de arrependimento, a minimola Essure pode ser retirada por meio de uma cirurgia, mas mesmo assim a mulher só consegue engravidar através de técnicas da reprodução assistida.

Outra desvantagem deste novo método contraceptivo é que, por ser uma novidade, o custo do procedimento ainda é alto, mas já está disponível pelo SUS (Sistema Único de Saúde) em alguns Estados do País.
Dados no Brasil sobre o procedimento.

No Brasil, há registros de mais de 3 mil mulheres que colocaram Essure desde 2008, e mais de 750 mil no mundo. Porém, por causa do preço elevado, o procedimento ainda não é popular em função da falta de experiência dos médicos ou conhecimento em histeroscopia (aparelho com uma câmera na ponta que garante a colocação do dispositivo de titânio no lugar correto), assinala o obstetra e ginecologista Cesar Eduardo Fernandes. Ele destaca que é preciso treino dos profissionais e divulgação para que as mulheres saibam da existência desse método e possam exigi-lo. Até na rede privada o uso do Essure é mínimo, e a laqueadura acaba sendo feita com mais frequência.
Erika Karen dos Santos, casada e mãe de um casal de filhos, indica o uso do método: “Eu já era mãe de uma garota de 10 anos quando engravidei inesperadamente de um menino. Eu e meu marido decidimos não ter mais filhos, pois temos um casal e achamos que já é o suficiente. A decisão [de usar um método anticoncepcional definitivo] veio também em função da minha idade. Eu já conhecia o método porque tinha lido sobre ele. Quando a minha médica indicou os tipos de contracepção definitiva disponíveis, logo optei pelo Essure. O procedimento foi tranquilo e rápido. Não senti dor, mas apenas uma leve cólica. E fico feliz de saber que não tenho cicatriz e nenhum efeito colateral. Para mim, a maior vantagem foi não ter que ficar internada em um hospital”, completa.

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