Terça-feira, 26 de maio de 2026
Por Redação O Sul | 1 de julho de 2015
Aos 60 anos, o apresentador de televisão Marcelo Rezende ganhou fã-clube na Record. Hoje, ele é o homem que mais recebe cartas de mulheres na emissora. “Tenho cara de macho. As mulheres adoram”, conta. Entre uma piada e outra, ele falou sobre a rotina no programa “Cidade Alerta”, uma recente namorada “muito fogosa” e sobre sua formação. Confira a entrevista.
Você fica três horas de pé por dia. Cansa?
Marcelo Rezende – Se somar dá mais ou menos 17 horas e meia ao vivo por semana. Quer dizer, é uma enrascada. Chega hora que estou esgotado.
Quando foi que você se descobriu engraçado?
Rezende – Há muitos anos, bota anos nisso. Estava em casa com o Nelsinho Motta e ele disse assim: “Por que você não larga esporte e vai fazer humor?” Eu pensei: “estamos bebendo, mas ainda não deu para ficar bêbado”. Daí ele disse que passo o tempo todo de sacanagem. Eu não tenho amigo sem graça. Todos são engraçados. Não suporto gente séria. Gente séria eu trato em um ambiente profissional. Mas para o meu convívio diário nem cola em mim. Gente careta.
Não gosta de gente careta? Mas em que sentido?
Rezende – Ah, em tudo. Gente com cara de preocupada, que, na hora da conversa, só tem assunto triste. Estava agora falando no almoço que não suporto jornalista, apesar de ser. Se senta uns cinco jornalistas juntos, eles só sabem falar de jornalismo. Não tem outro assunto! E se você senta com alguém para falar de alguém, eu me levanto e vou embora. É assim que formato a minha vida fora.
Já se permitiu experimentar drogas ou beber demais?
Rezende – Eu sempre bebi, desde uns 14 anos. Mas não de beber e cair duro. Minha vida sempre foi liberal. O que eu gosto é de vinho. Outra coisa é que adoro cozinhar. Eu cozinho para os meus amigos. E eu tenho cinco filhos, né? Um cara que tem cinco filhos com cinco mulheres diferentes, se não tiver humor, ele se suicida. Então, bebo e cozinho… Isso me relaxa. Nunca tive tempo de estudar na vida, não terminei nem sequer o segundo grau porque não tinha tempo.
Sério? Como foi?
Rezende – O cara, quando é ferrado na vida, quando é pobre, ele pensa no que quer fazer. E eu tomei a decisão de trabalhar. Com 17 anos, já era repórter. E nesse caminho eu fiz a vida toda lendo. Já li bastante. Então, meu barato é ler. São os patamares para desopilar.
Você acredita em religião?
Rezende – Não. Eu acho religião uma droga na vida do homem. Eu acredito em Deus. Se isso desse certo, o mundo não estaria se matando até hoje por causa de questões religiosas.
Você ainda quer se casar?
Rezende – Eu me separei há cinco anos e foi difícil para mim. Eu tenho uma menina que agora está com 13 anos, e antes tinha 8. E eu nunca criei um filho. Eles foram criados pelas mães. Agora, estava com a ideia de criar a última, mas não deu certo. Começaram as discussões. Aí me separei.
Se deu bem morando só?
Rezende – Coloquei na minha cabeça que ficaria sozinho. Aí arrumei uma namorada na época. Ela tinha 30 e parecia que tinha um gás de 20. Aí minha vida virou uma loucura.
Por qual motivo?
Rezende – Ela gostava de tomar vinho, além do que eu podia. Ela tinha fogo demais. Aí agora arrumei uma namorada de 55 anos, que tem mais sono do que… (risos). Agora, estou parecendo um monge (risos). (DSP)
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