Quarta-feira, 17 de junho de 2026
Por Cláudio Humberto | 29 de abril de 2024
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
A meses de completar sete anos desde a celebração do primeiro acordo de leniência das grandes empreiteiras enroladas na Lava Jato, o ritmo de pagamento é devagar, quase parando: ainda falta devolver mais de R$7,8 bilhões. A Braskem, que tem o acordo mais pesado, passa dos R$2,8 bilhões, mas, em compensação, já quitou 75% do contrato, ou sejam, R$2,5 bilhões. Já a OAS, gentil “doadora” do triplex do Guarujá, fechou acordo de R$1,9 bilhão e pagou uma merreca, R$4,3 milhões.
Pioneira na confissão
Primeira a fechar acordo (2017), a UTC pagou pouco mais de R$43 milhões (6,85%) dos R$574,6 milhões que ainda deve pelas falcatruas.
Embromação
Com o segundo acordo mais caro, R$2,7 bilhões; a Odebrecht não paga nada desde 2022. Desembolsou R$172,7 milhões (6,33%) e ficou nisso.
Clube do bilhão
Do R$1,4 bilhão acordado, a Andrade Gutierrez pagou R$451,8 milhões. A Camargo Correa, que acordou R$1,3 bilhão, pagou R$496,2 milhões.
Nome vai, dívida fica
Fecha a lista a Nova Participações, ex-Engevix. Dos 516,3 milhões firmados, só pagou um troco, R$6,8 milhões (1,16%).
Transparência não atualiza (certos) dados há 3 anos
O Portal da Transparência do governo Lula (PT) não dá prioridade à atualização de dados, como determina a Lei. Despesas de verba públicas com renúncias fiscais, por exemplo, que há três anos custavam R$215 bilhões/ano ao pagador de impostos, não são atualizadas desde 2021. Outras informações, como a alocação de imóveis que pertencem à União brasileira, estão paradas desde 2022, no governo Bolsonaro.
Interesse
Em 2021, a maior beneficiada por renúncias fiscais era a Petrobras, que recebeu “perdão” de R$29,5 bilhões naquele ano.
Quase explicado
A segunda maior beneficiada por renúncias fiscais era a Vale, onde Lula queria emplacar o ex-ministro Guido Mantega: R$19,2 bilhões em 2021.
E olhe lá
Gastos com viagens, diárias, cartões corporativos e emendas parlamentares, por exemplo, são atualizados uma vez por mês.
Coragem de ocasião
Muitos ainda estranham a súbita “valentia” de Rodrigo Pacheco dizendo-se “antagonista ao governo” ao recorrer da suspensão da desoneração folha. Mas não estrebuchou com o avanço do julgamento em que Lula usa o STF para impor sua vontade.
Quanta rapidez
O senador Efraim Filho (União-PB), relator da desoneração, propôs listar os projetos já aprovados no Congresso que compensam com sobra a renúncia fiscal. Nem deu tempo. Teve ministro votando até do exterior.
Seif e o tapetão
Está marcado para esta terça (30) a retomada do julgamento que reflete a caçada a bolsonaristas: o senador Jorge Seif (PL-SC) é acusado, no caso, de suposto “abuso de poder econômico” na campanha de 2022
Pobre taxado
O site chinês Shein, e-commerce barato, investe em propaganda para tentar compensar a perda de vendas prevista após o novo tributo do governo Lula, que pretende taxar até compras abaixo de US$50.
Cota trans
Ofício da deputada federal Erika Kokay (PT-DF) sugere à ministra Esther Dweck (Gestão e Inovação) reserva de cotas para pessoas transgênero no Concurso Público Nacional Unificado de 2024.
Novo presente velho
Em janeiro, a marca chinesa BYD deu à Presidência um carro elétrico (vermelho) de R$ 530 mil, o Tan EV, com direito a photo-op da entrega de chaves a Lula. Este mês a montadora lançou a nova versão do SUV.
Sem intenção
As câmeras no apartamento da deputada Dayany Bittencourt (União-CE), em Brasília, estavam em tomadas, sensores de fumaça etc. Ex-dono admitiu ter instalado antes da nova inquilina, “sem intenção de espionar”.
Inflacionou
A multa aplicada na Austrália ao X e Elon Musk por “não cooperar” com medidas de censura em 2023 foi de cerca de R$3 milhões. No Brasil, a multa ameaçada pelo STF seria de R$100 mil por perfil eventualmente não-censurado. Documentos dão conta de mais de 300 perfis barrados.
Pergunta na resistência
Greve em universidades durante governo petista é autofagia?
PODER SEM PUDOR
Cultura política
A ditadura temia o desempenho das oposições nas urnas, nas capitais, por isso só permitiu eleição para prefeito no interior. O deputado Lino Zardo (MDB-RS) fez um discurso virulento, protestando contra a medida: “Eles têm medo porque nas capitais o eleitorado é politizado. O governo deixa que se vote no interior porque falta cultura aos colonos.” O deputado Ariosto Jarger (Arena-RS) pediu um aparte imediatamente: “Qual a sua região eleitoral, nobre deputado? Zardo esclareceu, constrangido: “O interior”. E ouviu o que não queria: “Vossa Excelência tem toda razão, falta cultura política aos colonos.”
Com Rodrigo Vilela e Tiago Vasconcelos
Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.
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Colunista jornalista do COLLOR trabalhando para os patrões COLLOR E MITO. Que barbaridade chê.
Legítimo ALMEIDA…
Resposta para “pergunta na resistência”. As Greves autofagicas, que estavam esquecidas na gestão passada, agora voltam exatamente como antropofagicas (quem come incorporar as qualidades do indivíduo que é comido)…Um canibalismo amigo, onde o gestor atual da Nação é um Craque, na verdade quase uma cracolandia…
Já existem cotas raciais nos concursos públicos e agora uma deputada lulopetista quer “cotas trans”…
Será que a próxima “sugestão” da extrema esquerda serão cotas “socialistas” ???
HOJE O COLUNISTA CITOU A DITADURA, AGORA ESPERO QUE QUEM SEMPRE ACREDITA NO QUE ELE DIZ, NUNCA MAIS FALE QUE NÃO TEVE DITAURA NO GOVERNO MILITAR
Vai morar em cuba,lá a esquerda não é confrontada.
O discurso da extrema direita é um amontoado de um monte de idiotices