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Geral Leão-marinho aparece na beira da praia de Guarani, no Litoral Norte

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Segundo a BM, é corriqueiro o aparecimento desses animais. Como chegam exaustos também é normal que repousem por 72 horas. (Foto: Laura santos Rocha/Especial/O Sul)

Um leão-marinho apareceu na beira da praia de Guarani, no Litoral Norte gaúcho, na tarde deste domingo (3), entre as guaritas 69 e 70, perto da placa da área de surf e de pesca. A preocupação da BM (Brigada Ambiental) é em relação aos curiosos. Segundo o soldado Marlon Oliveira, da 2ª Companhia Ambiental da BM, já foi repassada orientações para que veranistas não interajam com o animal.

Como ele não está machucado, o protocolo é deixá-lo descansar, explica. “É corriqueiro esse tipo de animal aportar na faixa de areia, os moradores já estão acostumados e sabem que não devem mexer. Eles chegam exaustos, e é normal que repousem por 72 horas. As pessoas acham que eles estão doentes, começam a jogar água ou tentar alimentá-los, e isso é errado, pois só querem ficar quietos para recuperar forças e voltar ao mar.”

Conforme o soldado, não há como uma equipe ficar todo o tempo monitorando o animal. “A ideia é verificar de tempos em tempos se ele continua na beira da praia e se passar o prazo de 3 dias, aí sim, chamamos o Ceclimar para resgate. Quando o animal está bem, um resgate pode além de estressar, ferir o leão-marinho, pois será usado uma gaiola e eles se debatem muito”, relata.

Marlon destaca que esses leões-marinhos estão em seu habitat natural. “Somos nós (humanos) que estamos invadindo a área deles, por isso é importante respeitar a natureza e não tentar interagir, a não ser em caso em que realmente precisem. Por exemplo, é normal algum tipo de ferimento, pois costumam brigar entre eles se há uma fêmea no cio. Desses ferimentos, eles se curam sozinhos, nós procuramos interferir quando há lesão causada por ação humana, quando estão machucados por redes, ou até mesmo por disparo de arma de fogo, porque nesse caso o resgate é prioritário para tentar garantir a vida.”  (Fabiane Christaldo/O Sul)

Companhia Ambiental da Brigada Militar orienta veranistas a não interagirem com o animal. (Foto: Laura santos Rocha/Especial/O Sul)

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