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Colunistas Lembranças que ficaram (62): o respeitado Colégio Sinodal de Ijuí

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Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Com esforço, sacrifício e abnegação dos membros da Comunidade Evangélica de Ijuí, então Ijuhy, há distantes 127 anos, começava a história dessa nobre Instituição de Ensino e, assim, mesmo modestamente na época, a proporcionar as crianças e filhos daquelas famílias, a educação escolar e a formação cultural capaz de integrá-los e prepará-los para a vida, para o trabalho e para as vicissitudes que, mesmo sem imaginarem o quanto seriam, iriam habilitá-los a enfrentar os desafios que a incrível evolução tecnológica dos anos seguintes, os desafiariam a conhecê-la, aprendê-la, a dominarem e dela colherem os resultados.

Simultaneamente, esse povo preocupava-se e não descurava das coisas de Deus e de sua Fé, reunindo as pessoas do jeito que podiam e onde dava, para, pela força da oração e da união, encontrarem forças, ânimo e determinação, para superarem as dificuldades, que não eram poucas, que sentiam, na alma e no corpo. Tão logo puderam foram erguendo pequenas Capelas que serviam de Casa de Oração e, também, de Escola. Na medida que cresciam em número de pessoas e em qualidade de vida e recursos materiais, iam fazendo melhores construções para si mesmos, novas Capelas e Prédios exclusivos para a Escola.

Assim nasceu no coração da cidade de Ijuí, uma exemplar Escola que deram o nome de Colégio Evangélico Augusto Pestana e construíram uma Igreja no centro pulsante da cidade, bonita, acolhedora, indutora da Fé e da União e nela botaram um sonoro Sino de Bronze, cujo toque desde logo se tornou o sinal e o símbolo de um povo, enriquecido de um ‘disciplinado’ relógio que passou a marcar e a indicar, de perto e ao longe, as horas e os atos alegres ou tristes, nascimentos, casamentos ou morte dos membros da comunidade que servia.

Ano após ano, o início da alfabetização das crianças, o ensino das primeiras e primárias informações culturais que as integravam ao mundo, foram se sucedendo e atingiram o ponto em que um aprimoramento era mais necessário e nasce assim a fase ginasial, estruturada em 4 fases de um ano cada, e passou a preparar a juventude a pensar em voos mais altos. Os netos e bisnetos dos pioneiros fundadores e construtores do município queriam mais. Mais altos níveis de formação eram necessários. Então saíam de Ijuí em busca de ensino que lhe propiciasse chegar, um dia, a uma graduação superior. E assim, no ano de 1956 nasce em Ijuí o Curso Científico, dentro do “Colégio Sinodal” então já com seu nome de batismo mais aceito e mais conhecido de Colégio Evangélico Augusto Pestana e adotando a sigla CEAP. Isto fez e foi histórico e, então passados 10 anos do término da II Guerra Mundial e do final da Ditadura Vargas, quando pessoas ainda achava que para ir de Ijuí à Cruz Alta era necessário “Carta Policial de Salvo Conduto”, o Sinodal viu outros nomes de outras etnias até então muito incomuns na sua lista de chamada, passarem, com naturalidade. Ali aparecer: Moraes, Santos, Marin, Viecceli, Sanfelice, ao lado de Jost, Gressler, Schmidt, Whays e outros.

Muitos nomes da juventude de então, no decorrer da vida, se tornaram excelentes e participativos cidadãos de ilibada vida social e competente vida profissional, dignos merecedores de nosso respeito e admiração. Contudo, como ex-aluno e permanente admirador dos nobres objetivos, conceitos, disciplina e princípios éticos e morais dessa ínclita, vetusta e nobre Escola, quero destacar o nome de 2 jovens que ali estudaram e, casualmente, irmãos de sangue, que se destacaram mundialmente e condecorados em diversos Países, filhos daquela então pequena cidade de Ijuí, o Engenheiro Egon Jost, que foi Diretor da SIEMENS e responsável pela instalação, ajuste e funcionamento do Vão Móvel da Ponte do Guaíba, em 1958 e funciona até hoje e seu irmão Hardy Jost, Geólogo renomado e condecorado até no Oriente Médio, PhD, e (que eu saiba) o único Gaúcho cujo nome foi registrado no Livro Universal “Who is Who in the World” (Quem é quem no Mundo).

Estes dois nomes para orgulho gaúcho, orgulho de Ijuí, mas especialmente do Colégio Evangélico Augusto Pestana, tornam nossa história mais rica e nosso orgulho cívico mais patriota.

* Luiz Carlos Sanfelice – lcsanfelice@gmail.com

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
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