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Armando Burd LEVY CONDUZIU A UM ANO PERDIDO

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(Foto: Divulgação)

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul. O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

Mais quatro dias e se conhecerá o índice definitivo da inflação do ano, que ultrapassa 10 por cento.

A 28 de dezembro de 2014, os jornais publicaram:

”Em meio aos maiores ajustes da década, a alta da conta de luz em 2015 – que só em janeiro subirá 8,3 por cento – põe em xeque as projeções oficiais para uma inflação abaixo do teto anual de 6,5 por cento fixado em lei. O Banco Central prevê IPCA de até 6,1 por cento em 2015. Bancos e consultorias estimam 6,5 por cento ou mais.”

O Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira, dia 28, pelo Banco Central, a taxa básica de juros (Selic) deverá chegar ao fim de 2016 em 15,25 por cento. Para a publicação semanal, a inflação passou de 10,70 por cento para 10,72 por cento. É a 15ª semana seguida de alta na previsão de inflação para este ano.

A projeção para a alta dos preços administrados foi mantida em 18 por cento este ano.

A expectativa para a queda do Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos pelo País, manteve-se em 3,70 por cento este ano e, para 2016, a estimativa de queda foi alterada de 2,80 por cento para 2,81 por cento.

A 6 de janeiro de 2015, o ministro da Fazenda Joaquim Levy, em sua primeira entrevista depois da posse, fez críticas veladas e explicitas à política econômica da primeira gestão do governo Dilma Rousseff. Acrescentou que possíveis aumentos de tributos poderiam ocorrer. Atacou também as desonerações tributárias setoriais promovidas nos últimos anos.

Levy não chegou a completar um ano. Sofrendo boicote de parlamentares governistas e sem trânsito no Congresso, o ministro da Fazenda pediu demissão, fazendo com que o País perdesse um ano que poderia ser de correções diante da queda da produção, do aumento do desemprego, da taxa de juros e da inflação.

 

 

Esta coluna reflete a opinião de quem a assina e não do Jornal O Sul.
O Jornal O Sul adota os princípios editoriais de pluralismo, apartidarismo, jornalismo crítico e independência.

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